Carne bovina: ‘Argentina entrou no mercado que o Brasil tenta abrir há mais de 20 anos’
Segundo o especialista Gustavo Trotta, situação diplomática fez a diferença; por outro lado, a carne pode ficar mais barata para consumo interno
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Após 20 anos, o Japão voltará a ter carne argentina nos pratos. Por dois anos, importadores argentinos conversaram com autoridades japonesas para garantir o cumprimento das altas exigências sanitárias do país importador. Com mais de US$ 3 bilhões de carne bovina comprada anualmente pelo Japão, “a Argentina entrou no mercado que o Brasil tenta abrir há mais de 20 anos, [...] que é um mercado excelente”, avalia Gustavo Trotta.
Especialista financeiro, ele antecipa que, sem a abertura do mercado japonês e com a cota de importação chinesa 90% preenchida, o Brasil deverá passar por um momento de carne mais barata, uma vez que a produção seria voltada ao mercado interno. Embora o preço menor seja animador, um acordo com o Japão seria mais vantajoso.
Ele explicou durante o Conexão Record News desta quarta-feira (30) que o consumidor japonês serve de referência ao mercado internacional: “É um consumidor sanitário de alta relevância [...] e paga caro pela carne”. Para se adequar aos padrões do país, inspeções serão conduzidas na região norte da Argentina, onde a carne será produzida, para garantir que os animais estejam vacinados contra a febre aftosa.
Uma característica que é um dos maiores entraves do comércio de carne com o Japão. Trotta aponta que, curiosamente, o histórico brasileiro em torno da doença é melhor do que o argentino. “É muito mais uma situação diplomática, [...] então acaba sendo um ponto de vista em que o Japão faz a própria análise de risco”.
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