‘Casas de apostas têm drenado os recursos das pessoas’, diz economista sobre endividamento das famílias
Levantamento revelou que mais de R$ 200 bi em crédito estavam em atraso por mais de três meses até abril
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
Um balanço da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), feito com base em dados do Banco Central, revelou que R$ 247,6 bilhões em crédito estavam atrasados por mais de três meses até abril de 2026. O valor marca o maior endividamento desde o começo da série histórica em 2004.
O resultado é motivado por um conjunto de fatores, segundo o economista Fernando Agra. O nível da taxa Selic — que alcançou a maior porcentagem em 20 anos —, os juros altos dos cartões de crédito, a desigualdade social, a inflação gerada pela guerra no Irã e a falta de educação financeira foram mencionados pelo especialista durante o Conexão Record News desta quarta-feira (8).
“Quando a gente junta tudo isso, agravado agora por essa questão das casas de apostas, que têm drenado os recursos das pessoas, tudo tem contribuído para a dificuldade de honrar pagamentos e as pessoas infelizmente estão ficando inadimplentes. [...] Se realmente não for feita uma reforma estrutural, a gente vai ter recordes na inadimplência e no endividamento”, concluiu Agra.
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