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China acusa oficiais dos EUA de mentir para o público sobre guerra comercial

Economia|Do R7

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Por Michael Martina e Ben Blanchard

(Reuters) - A China acusou nesta sexta-feira oficiais norte-americanos de mentirem para o público sobre a guerra comercial iniciada por Washington, em um momento em que as tensões entre as duas maiores economias do mundo mantêm os mercados financeiros em estado de apreensão.

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As negociações para encerrar a disputa comercial entraram em colapso no início deste mês, com os dois lados em um impasse sobre as exigências dos EUA de que a China mude suas políticas para lidar com uma série de reclamações, incluindo roubo de propriedade intelectual e subsídios para empresas estatais.

Washington impôs tarifas mais elevadas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, o que levou Pequim a retaliar e efetivamente proibir empresas norte-americanas de fazer negócios com a Huawei, que é a maior fabricante de equipamentos para redes de telecomunicações do mundo.

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"Domesticamente, nos Estados Unidos, há cada vez mais dúvidas sobre a guerra comercial que os EUA provocaram com a China, a turbulência causada pela guerra tecnológica e a cooperação industrial", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang.

Autoridades norte-americanas "fabricam mentiras para tentar enganar o povo americano, e agora estão tentando incitar a oposição ideológica", disse ele, quando questionado sobre as recentes críticas do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, à Huawei.

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Em uma entrevista à CNBC na quinta-feira, Pompeo disse que a Huawei estava conectada ao governo chinês, descartando as afirmações do presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei, de que sua empresa nunca compartilhará segredos de usuários.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que suas reclamações contra a Huawei podem ser resolvidas no âmbito de um acordo comercial entre EUA e China, enquanto, ao mesmo tempo, chama a empresa chinesa de "muito perigosa".

Sem mais conversas agendadas entre Washington e Pequim, os investidores estão nervosamente de olho na perspectiva de uma escalada nas tarifas que os dois países impuseram aos produtos uns dos outros.

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