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China se une ao Brasil em discussão na OMC contra o tarifaço

Brasil tem característica de ‘não sair da mesa de negociações’, destaca economista

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os Estados Unidos se mostraram dispostos a discutir tarifas sobre produtos brasileiros na OMC, mas ainda sem prazo definido para negociações.
  • O Brasil acionou a OMC para contestar tarifas de até 37,5% impostas por Donald Trump, consideradas discriminatórias.
  • A China solicitou participação no processo da OMC, alegando também ser prejudicada pelas tarifas.
  • Especialistas destacam a diplomacia brasileira por sua persistência em negociações e busca por novos parceiros comerciais.

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Em resposta ao pedido brasileiro, o governo dos Estados Unidos disse, nesta terça-feira (11), que está disposto a discutir o tarifaço com o Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio). Ainda não há prazo para que as negociações comecem ou previsão de suspensão de taxas. Mesmo com a organização enfraquecida, a economista Carla Beni destaca a importância da manifestação.

“Mesmo que o Brasil não pretenda aplicar a lei da reciprocidade nos Estados Unidos, essa é uma das etapas, a negociação direta. Depois é entrada com a OMC e a manutenção da negociação. Então, sim, é muito importante que o país faça a sua manifestação e diga exatamente aquilo com o que ele discorda ou de que ele está insatisfeito”, diz a especialista em entrevista ao Conexão Record News.


Quatro bandeiras estão posicionadas em um cenário formal. Elas são a do Brasil, com as cores verde, amarelo e azul, e a da China, vermelha com estrelas amarelas. Ao fundo, uma pintura de paisagem com uma grua e elementos naturais, em tons terrosos e verdes. Algumas pessoas, com a cabeça baixa, estão visíveis em primeiro plano, sugerindo um ambiente de reunião ou cerimônia diplomática.
China vive situação similar e se manifestou em conjunto com o Brasil Reprodução / Record News

O Planalto acionou a OMC para contestar as novas tarifas sobre produtos brasileiros, que, em alguns casos, chegam a 37,5%. O governo do Brasil afirmou à organização que as taxas impostas pelo presidente Donald Trump são discriminatórias e violam compromissos assumidos pelos EUA. No mesmo pedido de consulta feito pelo Brasil, a China se manifestou e pediu autorização para participar do processo por também se sentir prejudicada.

Carla pontua que há uma característica da diplomacia brasileira que é reconhecida no mundo todo: não sair da mesa de negociações. “Por um outro lado, enquanto você está lutando, você está com o olho aberto ali e procurando novos parceiros, por isso que o resultado que nós temos na balança comercial tem apresentado recordes”, ressalta.

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