Análise: no momento em que o mundo teme os EUA, China torna-se uma parceira viável
Economista Ricardo Buso admite dependência brasileira da aliada asiática, mas não vê problemas por enquanto
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O aumento tanto nas exportações quanto nas importações brasileiras fez com que a balança comercial do mês de julho terminasse com um superávit de US$ 7 bilhões. As informações, divulgadas pelo Mdics (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços), mostram um aumento de 1% em relação ao mesmo período em 2025, mas uma queda de quase 7% quando comparadas aos valores de 2024.
“Essa informação não é suficiente para tudo, porque tem que ver taxa de câmbio e uma série de condições, mas ela é uma informação importante, ela é um marco”, analisou o economista Ricardo Buso, que prevê uma piora com os efeitos das taxas impostas por Donald Trump. “Esses números ainda não estão nessa nova onda de tarifaço que começou dia 2 de agosto”.
Com a perda de espaço no mercado norte-americano, o Brasil se volta a outros parceiros, como a China, que manteve o protagonismo ao concentrar um terço das exportações em julho. “O ideal seria não depender tanto, mas, em um momento em que o mundo tem medo dos Estados Unidos, não há nenhuma outra economia que tenha o poder de escala norte-americana”, ponderou Buso.
Com as vendas de soja ao país asiático, o que fez a agropecuária brasileira crescer 9,3%, unidas aos danos que o tarifaço deve causar aos bens manufaturados de valor agregado maior, o economista acredita que a parceria deva se manter. “É muito difícil sair das mãos da China, mas é uma relação que não tem trazido problemas até agora”, concluiu no Conexão Record News desta sexta (7).
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!














