Clima econômico da América Latina atinge o melhor nível desde 2018
Avanço guiado pelo México, a segunda maior economia do bloco, reflete a melhora da situação atual da região, mostra FGV
Economia|Do R7

O ICE (Indicador de Clima Econômico) da América Latina passou de 99,6 para 102 pontos neste quarto trimestre de 2023 e figura no maior patamar desde o primeiro trimestre de 2018 (102,6 pontos), segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A melhora apresentada está associada ao comportamento do indicador que analisa a situação atual da região, que avançou 10,5 pontos na passagem entre o terceiro e o quarto trimestre, para 96,2 pontos.
O indicador que mede as expectativas, por sua vez, se mantém na zona favorável, com 114,2 pontos, apesar da queda de 6,2 pontos em relação ao trimestre anterior.
Desde o início de 2018, o clima econômico da América Latina só havia aparecido em zona favorável no terceiro trimestre de 2021 (101,4 pontos), nível superado neste momento.
México guia alta
A melhora do clima econômico da América Latina é explicada pela contribuição do México, a segunda maior economia da região, que registrou avanços em todos os seus indicadores. O movimento representou um ganho de 22,8 pontos na situação do país em relação ao trimestre anterior.
"Todos os indicadores do México estão na zona favorável, acima de 100 pontos. O Chile foi o único outro país a registrar avanço do Indicador de Clima Econômico com ganhos nos Índices de Expectativas e de Situação Atual", destaca a FGV.
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Por outro lado, a Bolívia (28,8 pontos), o Paraguai (23,5 pontos), o Brasil (21,4 pontos) e o Peru (20,5 pontos) amargam as maiores perdas na passagem para os últimos três meses de 2023. Também com recuos, Paraguai e Uruguai continuam na zona favorável.
Na comparação com o trimestre anterior, México, Chile e Colômbia registraram melhora na avaliação da situação atual. No entanto, apenas o México, além do Paraguai, está na zona favorável.
Na avaliação das expectativas, México, Uruguai e Peru ganharam pontos, enquanto o Brasil registrou perda de 44,4 pontos e ficou na zona neutra. Paraguai, México, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia seguem com avaliações acima dos 100 pontos.
Política econômica em xeque
Entre os principais problemas analisados, figuraram a falta de inovação, infraestrutura inadequada, corrupção, falta de competitividade internacional, falta de confiança na política econômica e falta de mão de obra qualificada.
A menor pontuação se refere à falta de credibilidade da política do Banco Central, com 12,2 pontos. A situação não é vista como um problema que afete o crescimento de Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai. Por outro lado, Argentina e Bolívia registram esse tema como um grave problema, com pontuação acima de 90 pontos.
"A boa avaliação da política monetária sob a condução dos Bancos Centrais em quase todos os países difere da nota atribuída à política econômica de forma geral. Apenas o Brasil (38,5 pontos) e o Paraguai (11,1 pontos) não consideram essa questão como um obstáculo relevante para o crescimento econômico", destaca o estudo.















