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Com alívio da guerra, Petrobras reduz preço do querosene de aviação

Medida traz alívio para o setor aéreo, mas preço do combustível usado por aviões e helicópteros ainda acumula alta em 2026

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Petrobras anunciou uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras.
  • A diminuição no preço foi possível devido à atenuação dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo.
  • Apesar da redução, o preço do QAV ainda está 40,5% mais alto que no final de 2025, devido a perturbações na cadeia logística causadas pela guerra no Oriente Médio.
  • A Petrobras permite que as distribuidoras parcelem reajustes e está retirando subsídios, que eram uma forma de evitar choques de preços para o consumidor final.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nas refinarias da companhia, o novo preço do combustível varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro Tânia Rego/Agência Brasil - Arquivo

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do QAV (querosene de aviação) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.


A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

Apesar disso, o valor do combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro.


Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

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O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.


Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.

Últimos meses

Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio, houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho, a empresa reduziu o QAV em 14,2%.


A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.

Cadeia de comércio

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

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