Com alta da inflação, Banco Central deve ‘pausar corte de juros’, avalia economista
O IPCA do mês de setembro registrou alta de 0,82% e o acumulado do ano voltou a ficar acima do teto da meta
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (9) o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, do mês de setembro. Segundo o instituto, a inflação subiu 0,82%. No mês de agosto, o índice teve deflação de 0,32%. A alta nos preços foi puxada principalmente pela habitação e energia elétrica residencial, com o fim do desconto na conta de luz.
Outros grupos também influenciaram: transporte, alimentos e bebidas. Aumento no valor das passagens aéreas, combustíveis, tomate, batata inglesa e cebola impactaram essa alta. Com esse resultado, a inflação acumulada dos últimos 12 meses volta a ficar acima do teto da meta estipulada pelo BC (Banco Central do Brasil), de 4,5%. O economista Ricardo Troster, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta, lembra que esse valor considera a margem de tolerância, pois a meta mesmo é de 3%, e essa, certamente, não será possível de alcançar.
“É um movimento atípico. Da mesma maneira que caiu muito em agosto, subiu em setembro, foi só o efeito luz; isso deve reverter agora na conta de outubro. Segundo: alimentos aumentaram [...]. Às vezes o clima atrapalha a oferta de tomates. Mas são eventos pontuais.” Troster acredita que, com o atual nível da inflação, o BC terá dificuldades para reduzir a taxa de juros, pausando o ciclo de cortes, o que pode dificultar ainda mais a oferta de crédito e “acabar dissipando o crescimento”.
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