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Com prejuízo de R$ 446 mi em 2017, Petrobras fecha 4º ano no vermelho

Ação coletiva de R$ 11 bilhões nos Estados Unidos e regularização de débitos antigos com a União impactou desempenho da empresa

Economia|Do R7

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Refinaria da Petrobras em Cubatão (SP)
Refinaria da Petrobras em Cubatão (SP)

A Petrobras registrou um prejuízo de R$ 446 milhões em 2017, ante prejuízo de R$ 14,824 bilhões em 2016. É o quarto ano seguido que a estatal do petróleo fecha no vermelho.

O resultado negativo é explicado por dois motivos, informou a empresa nesta quinta-feira (15). Primeiro porque a petrolífera aderiu em outubro ao programa do governo federal para regularizar débitos atrasados com a União.


Segundo porque a companhia fechou em janeiro acordo bilionário com a Justiça dos Estados Unidos pelo qual irá ressarcir investidores que se sentiram prejudicados com a queda dos papeis da companhia provocada pelas investigações da Lava Jato. Com o acordo, a ação coletiva ("class action", em inglês) que tramitava no país está em processo de encerramento.

As despesas extraordinárias, especialmente o acordo de R$ 11,198 bilhões para encerramento da ação coletiva e a adesão a programas de regularização de débitos federais, que somaram R$ 10,433 bilhões, tiveram impacto significativo no resultado, segundo a empresa.


Tais despesas afetaram fortemente o resultado do quarto trimestre, que fechou com um prejuízo líquido de R$ 5,477 bilhões, ante lucro de R$ 2,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

A Petrobras teria alcançado um lucro líquido de R$ 7,089 bilhões no ano, não fossem as despesas extraordinárias, disse a empresa em nota.


A companhia vem tendo prejuízos anuais desde 2014, com resultados de anos passados impactados pelo atos de corrupção que envolveram a empresa, dentre outros fatores, o que tem impedido o pagamento de dividendos aos acionistas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do ano em 2017, por sua vez, foi de R$ 76,557 bilhões, queda de 14% ante o ano anterior, também em função da ação nos EUA e do programa de regularização de débitos.


Com isso, o índice dívida líquida sobre Ebitda ajustado aumentou para 3,67 vezes em dezembro de 2017, após ter atingido 3,16 vezes em final de setembro.

"Excluindo-se o acordo da Class Action, a companhia apresentaria Ebitda ajustado de R$ 87,755 bilhões e o índice dívida líquida/Ebitda ajustado de 3,20", disse a empresa.

O Ebitda ajustado somou R$ 12,986 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 24,788 bilhões no mesmo período de 2016.

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