Economia Com reajuste, gasolina pode passar de R$ 7 pela 1ª vez na história

Com reajuste, gasolina pode passar de R$ 7 pela 1ª vez na história

Em dois anos, o preço médio da gasolina nos postos de combustíveis já aumentou 45%, segundo dados da ANP

  • Economia | Do R7

Fila para abastecer veículos em posto da  Água Branca, zona oeste de São Paulo

Fila para abastecer veículos em posto da Água Branca, zona oeste de São Paulo

Edu Garcia/R7 - 08.03.2022

A Petrobras anunciou que a partir desta sexta-feira (11) o preço dos combustíveis nas suas refinarias serão elevados em 18,7% na gasolina, 24,9% no diesel e 16% no GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), ou gás de cozinha.

Com isso, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras às distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o valor médio irá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Mas o aumento nas bombas não é imediato, costuma demorar um pouco.

Como a gasolina da Petrobras representa 73% da mistura que é vendida nos postos de combustíveis, com o restante de etanol anidro, o aumento poderá ser de R$ 0,44 por litro, elevando o preço médio nacional para acima de R$ 7 pela primeira vez na história. 

Para o preço médio do diesel, a previsão é que chegue a um valor em torno de R$ 6,40 por litro, caso as outras composições não tenham aumento.

O preço médio de venda do gás de cozinha para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16,1%. O preço médio final do botijão de 13 quilos poderá passar para cerca de R$ 110.

Depois da crise da pandemia de coronavírus, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia trouxe impactos diretos no setor de petróleo. Depois de tocar os US$ 139,13 na última segunda-feira (7), o petróleo vem cedendo de preço e operava nesta quinta-feira cotado a US$ 112,11 o barril.

O governo brasileiro e o Congresso Nacional buscam uma solução para evitar que a grande volatilidade externa da commodity continue a contaminar os preços internos. O Senado aprovou nesta quinta-feira (10) o projeto de lei que altera a forma de cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas operações que envolvem combustíveis, o que deve baixar o valor de venda dos produtos derivados de petróleo.

Segundo o texto, a alíquota do ICMS na comercialização de gasolina, etanol, diesel, biodiesel, gás de cozinha, derivado de gás natural e querosene de aviação será cobrada sobre o valor fixo por litro, e não pelo preço do produto.

Arte/R7

Gasolina aumenta 45% em dois anos

Desde o início da crise provocada pela pandemia de coronavírus, o preço médio da gasolina nos postos de combustíveis já variou 45%. O valor médio cobrado por litro era de R$ 4,550 em fevereiro de 2020. Já no mesmo mês deste ano o preço chegou a R$ 6,600, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O maior valor médio já registrado havia sido em novembro de 2021, com R$ 6,744 o litro. Em dezembro, a Petrobras anunciou queda nos preços vendidos à refinarias. Com isso, o litro da gasolina nos postos passou para R$ 6,670, em dezembro, uma queda de 1,09%. Mas os preços voltarama subir após o último aumento da Petrobras, em 12 de janeiro de 2022. 

Os combustíveis foram, junto com alimentos e energia elétrica, responsáveis pela variação de 10,06% da inflação oficial de preços em 2021. 

Combustíveis foram um dos vilões da inflação em 2021

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