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Companhias aéreas preveem ‘consequências severas’ com alta do combustível

Reajuste de 54,6% vai se somar ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras gera preocupações no setor aéreo.
  • Abear alerta que aumento do combustíveis pode restringir novas rotas e serviços, afetando a conectividade no país.
  • A Petrobras oferece um termo de adesão para reduzir o impacto do reajuste, permitindo parcelamento do aumento.
  • Abear defende ações urgentes do governo para mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre os custos operacionais das companhias aéreas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aviãodecola do Aeroporto de Congonhas
Combustível será cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, diz Abear Rovena Rosa/Agência Brasil - 22.12.2025

Em reação ao reajuste de 54,6% no preço do QAV (querosene de aviação) promovido pela Petrobras, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o aumento do valor do combustível terá “consequências severas” para o setor.

O reajuste de 54,6% vai se somar ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março. Com isso, segundo a entidade, o combustível vai responder por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.


“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a entidade em nota, sem mencionar o preço das passagens.

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Também nesta quarta, a Petrobras informou que oferecerá um termo de adesão às distribuidoras com o objetivo de reduzir os efeitos do reajuste no preço do querosene. O termo vai ser disponibilizado ao mercado até segunda-feira (6), segundo a estatal.


A proposta vai permitir que as empresas paguem, em abril, um aumento de 18%. A diferença até chegar aos mais de 54% poderá ser parcelada em seis vezes, com primeira parcela a partir de julho de 2026. As condições ainda serão calculadas, explica a estatal por meio de nota.

Conforme a Petrobras, a iniciativa “visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”.


Segundo a Abear, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação segue a paridade internacional.

Isso intensifica os efeitos das oscilações no preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico e amplia o impacto de choques externos nos custos das companhias aéreas.


“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam reduzir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, conclui.

Mais cedo, o presidente da associação, Juliano Noman, afirmou que as medidas do governo federal para mitigar o impacto da alta do petróleo sobre o QAV precisam ser “urgentes”, para evitar que o setor tenha de adotar ações de replanejamento.

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