Confiança da indústria recua em abril e chega ao pior nível desde 2005
A queda foi determinada inteiramente pelas expectativas em relação aos próximos meses
Economia|Do R7

A confiança da indústria, medida pela FGV (Fundação Getulio Vargas), recuou 3,4% entre março e abril, ao passar de 75,4 para 72,8 pontos, o menor nível da série mensal, iniciada em outubro de 2005. De 14 segmentos que integram o índice, dez registraram queda.
O superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr., afirma que a queda da confiança industrial em abril decorreu da combinação de acomodação do grau de satisfação com a situação presente dos negócios e piora das expectativas.
— Diante do nível extremamente fraco da demanda interna e de nova rodada de aumento de estoques, o setor ainda não vê perspectivas de melhora nos três meses seguintes e continua projetando ajustes no nível de produção e no quadro de pessoal neste horizonte de tempo.
A queda de abril foi determinada inteiramente pelas expectativas em relação aos próximos meses: o Índice de Expectativas caiu 7,8%, passando a 69,6 pontos. Já o Índice da Situação Atual subiu 1,1%, para 76,1 pontos.
O Indicador de produção prevista foi responsável por cerca de três quartos da alta do indicador de confiança em abril, com queda de 13,6% sobre o mês anterior, passando a 90,7 pontos, o primeiro resultado inferior aos pontos desde o início de 2009.
A proporção de empresas prevendo aumentar a produção nos três meses seguintes caiu de 26,9% para 13,4% entre março e abril; já a parcela das que esperam reduzir a produção aumentou de 21,9% para 22,7% no mesmo período.
O indicador que mede a satisfação com o ambiente geral de negócios foi o único quesito que contribuiu para a evolução favorável do otimismo em relação à situação atual em abril, com alta de 8,0% em relação ao mês anterior.
A proporção de empresas avaliando a situação atual dos negócios como boa aumentou de 4,7% para 8,1%, enquanto a parcela de empresas que a avaliam como fraca diminuiu, ao passar de 39,9% para 38,1%.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada diminuiu 0,5 ponto percentual (p.p.) entre março e abril, ao passar de 80,4% para 79,9%, mesmo patamar de julho de 2009.
A edição de abril de 2015 coletou informações de 1.130 empresas entre os dias 01 e 27 deste mês.















