Confiança do consumidor começa o ano em alta, segundo a FGV
O índice de expectativa para os próximos meses atingiu o maior nível desde agosto de 2015
Economia|Do R7

O otimismo do brasileiro, medido pelo ICC (Índice de Confiança do Consumidor), avançou 2,5 pontos em janeiro deste ano, atingindo 67,9 pontos. De acordo com a FGV (Fundação Getulio Vargas), com esse resultado, o índice dos últimos três meses (novembro-dezembro-janeiro) também subiu, em 0,3 ponto, pela primeira vez desde outubro de 2014.
A coordenadora da sondagem do consumidor, Viviane Seda Bittencourt, afirma que a boa notícia é que a confiança do consumidor parou de cair em setembro passado e vem ensaiando alguma melhora, embora com oscilações e na dependência de um quadro político e econômico instável.
— Com avaliações ainda muito desfavoráveis sobre a situação presente da economia e expectativas bastante pessimistas em relação aos próximos meses, ainda é cedo para se falar em reversão consistente de tendência.
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A evolução do ICC no primeiro mês de 2016 foi determinada tanto pelo aumento do grau de satisfação com o presente, quanto pela diminuição do pessimismo em relação aos meses seguintes. O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 1,1 ponto, após recuar por oito meses seguidos e atingir o mínimo da série histórica no mês anterior (66,4 pontos). O IE (Índice de Expectativas) avançou 3,4 pontos, atingindo 70,0 pontos, o maior nível desde agosto passado.
Cerca de 96% da alta do ICC em janeiro foi determinada pelo avanço dos indicadores que medem o grau de satisfação dos consumidores com a situação financeira da família e o ímpeto de compras de bens duráveis, exatamente os mesmos que mais influenciaram negativamente na evolução do índice em dezembro.
O indicador que mede o grau de satisfação com a situação financeira da família no momento subiu 3,4 pontos, de 60,7 para 64,1 pontos, após oito meses de quedas consecutivas e atingir menor nível da série em dezembro. Com relação às perspectivas futuras, o indicador que mede o ímpeto de compras avançou 7,7 pontos, compensando a queda nos dois últimos meses (-6,8 p.p).
Na análise por classes de renda, houve aumento da confiança nas três faixas de renda mais elevadas. A confiança das famílias com renda mensal até R$ 2.100 ficou estável.
A edição de janeiro de 2016 coletou informações de 2.090 domicílios entre os dias 4 e 22 de janeiro.















