Confiança do consumidor no Brasil cai 3,8 pontos em outubro, após 4 meses de ganhos
Índice da FGV atinge 93,2 pontos, o menor nível desde junho deste ano, quando chegou a 92,3; em setembro, marcou 97 pontos
Economia|Do R7

Depois de quatro meses de ganhos, a confiança do consumidor brasileiro piorou em outubro, segundo informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (25). Esse resultado pode ser reflexo de uma desaceleração econômica que está em curso e de temores quanto à estabilidade do mercado de trabalho. O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) recuou 3,8 pontos no mês e foi para 93,2 pontos.
Trata-se do menor nível do índice desde junho deste ano, quando ele chegou a 92,3 pontos. Em setembro, o ICC marcou 97 pontos, alta de 0,2 ponto em relação ao mês anterior, dando continuidade à trajetória positiva.
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Em outubro, houve piora tanto na avaliação sobre o momento presente quanto na percepção em relação aos próximos meses, com o ISA (Índice de Situação Atual), que caiu 0,7 ponto, para 82,5 pontos, e com o IE (Índice de Expectativas), que cedeu 5,8 pontos e foi para 100,9 pontos.
Segundo a FGV, o componente do índice geral que mede o otimismo em relação à situação econômica futura foi o que mais influenciou a piora da confiança neste mês, com retração de 6 pontos, de 111,2 pontos, atingindo a mínima desde novembro de 2022, com 110,6 pontos.
A economista Anna Carolina Gouveia, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), afirma que a calibragem das expectativas passou o ICC da "zona de otimismo" para a "zona de neutralidade", o que "pode estar relacionado com a desaceleração dos setores econômicos e talvez indique uma preocupação com a continuidade da resiliência do mercado de trabalho".
"O resultado negativo se apresenta disseminado em todas as variáveis, classes de renda e capitais, o que acende um sinal de alerta", afirma.
Após um desempenho surpreendentemente forte da economia brasileira nos dois primeiros trimestres, a expectativa é que dados econômicos da metade até o fim do ano mostrem desaceleração da atividade, conforme o país sinta os efeitos defasados da política monetária apertada do BC (Banco Central), explica a especialista.














