Confiança dos consumidores tem queda recorde em abril, aponta pesquisa
O índice de otimismo teve o pior resultado desde que o levantamento começou (2005)
Economia|Do R7

A confiança do consumidor brasileiro registrou uma queda recorde em abril, de acordo com a pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) divulgada nesta quinta-feira (7).
O índice chegou aos 104 pontos, o pior resultado desde que a pesquisa começou, em 2005. No mês anterior, a confiança do brasileiro foi de 117 pontos. No indicador, o intervalo de 0 a 100 pontos é o chamado campo pessimista e, de 100 a 200 pontos, campo otimista.
Já em abril do ano passado e de 2013, o índice registrou 138 e 156 pontos, respectivamente. Desde novembro de 2014, o índice de confiança está num movimento de queda livre, com perda de quase 50 pontos até agora.
O presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Alencar Burti, afirma que “esse pessimismo recorde do consumidor, sem precedentes em nossa pesquisa, deve-se, principalmente, ao aumento de tarifas públicas, à alta da inflação de alimentos, ao noticiário econômico negativo”.
Recorde anterior
Até hoje, segundo a ACSP, a confiança mais baixa havia sido registrada em 2005 — na época do Mensalão — com índice de 111 pontos. Em 2009, a crise financeira global fez a confiança marcar foi a 119 pontos.
Também de forma inédita, o índice mostra que a confiança de quem mora no Sudeste chegou a 95 pontos em abril, ou seja, o pior da série histórica e está no campo pessimista (abaixo de 100 pontos). Em março, o indicador marcou 107 pontos na região. A região — a mais industrializada — é a que mais sofre com a piora nos indicadores da indústria.
No Nordeste, a inflação dos alimentos fez a confiança cair, marcando 114 pontos em abril contra 126 no mês anterior. Porém, a queda é menor em comparação com as outras regiões — o que pode ser explicado pela continuidade dos programas sociais.
A queda nos preços das commodities, a região Norte/Centro-Oeste registrou índice de 114 pontos, ou seja, 20 a menos do que em março.
Por fim, no Sul a confiança em abril foi de 100 pontos, uma redução de 13 pontos sobre março, que pode ser explicada por recentes fenômenos climáticos extremos — como secas, chuvas fortes e tornado.















