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Congresso já analisa vetos, mas votação da meta fiscal deve demorar

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O Congresso Nacional iniciou a votação de vetos presidenciais em sessão conjunta da Câmara e do Senado nesta terça-feira, mas a análise do projeto que altera a meta fiscal deste ano ainda deve demorar horas para ocorrer.

Deputados e senadores precisam analisar 27 vetos da presidente afastada Dilma Rousseff para então se debruçarem sobre a nova proposta da meta fiscal, do governo do presidente interino Michel Temer.

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Dentre os vetos em análise, 13 foram destacados do grupo principal para serem votados separadamente, um a um, seguindo rito que prevê aproximadamente 1 hora de discussão, encaminhamento e votação para cada item. O vetos votados em bloco foram todos mantidos.

A probabilidade de derrubada de vetos que resulte em impactos fiscais para a União é pequena, uma vez que o governo de Temer, ainda nos primeiros dias de teste no Congresso, conta com uma numerosa base.

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A previsão, entre consultores legislativos e políticos, é que a sessão deve adentrar a noite e, possivelmente, a madrugada. Tanto é, que o próprio presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), vinha declarando que destinaria a semana --reduzida por um feriado-- para garantir a aprovação da mudança da meta.

A medida abre espaço para o governo central (governo federal, Previdência e Banco Central) registrar um déficit primário recorde de 170,5 bilhões de reais, ante meta ainda vigente de superávit 24 bilhões de reais.

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As reuniões da Comissão Mista do Orçamento (CMO) marcadas para esta terça-feira com o objetivo de votar a nova meta fiscal foram canceladas, levando a matéria para apreciação direta do plenário do Congresso.

O relator do texto na CMO, deputado Dagoberto (PDT-MS), avaliou que faltou mobilização por parte do governo para que o projeto já ganhasse sinal verde na comissão, o que facilitaria sua aprovação no Congresso.

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"Se tivesse votado lá teria muito mais força, viria com chancela da CMO", disse ele, acrescentando que a indefinição de líder do governo no Senado pode ter atrapalhado a orientação de presença para garantia de quórum na comissão. Dagoberto será o relator do projeto também no plenário do Congresso.

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(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Marcela Ayres)

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