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Conta de luz: confira os principais pontos da MP de reforma do setor elétrico

Proposta amplia liberdade de escolha do consumidor e busca reduzir tarifas para famílias de baixa renda

Economia|Do R7, em Brasília

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Um dos objetivos da MP é ampliar a tarifa social da energia Paulo V. dos Santos Júnior Paulinho por Pixabay/Arquivo

Em reunião com ministros e líderes do Congresso nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a nova medida provisória do setor elétrico tem como foco diminuir distorções nas contas de energia e ampliar a concorrência no mercado.

Pelo texto, consumidores residenciais e pequenos comércios poderão escolher de quem comprar energia, hoje uma prerrogativa de grandes empresas no chamado mercado livre. A abertura será gradual, com previsão de entrada total até março de 2028.

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A medida também busca reduzir subsídios concentrados em setores específicos. Para Lula, a proposta oferece ao consumidor liberdade para contratar diretamente fornecedores, estimulando concorrência e queda de preços. Confira abaixo os principais pontos da MP.

Ponto a ponto – MP da reforma do setor elétrico

- Isenção total para famílias de baixa renda

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Famílias do CadÚnico com consumo mensal de até 80 kWh terão gratuidade total na conta de luz. Medida alcança cerca de 60 milhões de pessoas, incluindo beneficiários do BPC, indígenas e quilombolas.

- Nova faixa de isenção parcial

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Famílias do CadÚnico com renda entre meio e um salário mínimo per capita, com consumo de até 120 kWh/mês, não pagarão o encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A medida cria uma transição entre a tarifa social e a tarifa convencional, podendo beneficiar mais 55 milhões de brasileiros.

- Manutenção de benefícios atuais

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Nenhuma família perderá o subsídio já recebido. A reformulação corrige defasagens sem reduzir o valor dos benefícios existentes.

- Combate à inadimplência e aos furtos

A gratuidade e a ampliação da tarifa social visam diminuir perdas com “gatos” de energia e melhorar a arrecadação das distribuidoras.

- Fim de distorções no custeio do setor

Consumidores do mercado livre passarão a dividir custos atualmente pagos apenas por quem está no mercado regulado, como a segurança energética e subsídios à geração distribuída. A cobrança será proporcional ao consumo, independentemente da tensão da rede.

- Inclusão no custeio da energia nuclear

O rateio dos custos de Angra 1 e 2, usinas nucleares, será estendido ao mercado livre, corrigindo um desequilíbrio financeiro entre consumidores.

- Abertura do mercado de energia

Consumidores residenciais e pequenos comércios poderão escolher seus fornecedores, como já ocorre com empresas maiores no mercado livre. A mudança encerra o monopólio das distribuidoras.

- Cronograma de transição

Agosto de 2026: Indústrias e comércios ingressam no mercado livre.

Dezembro de 2027: Residências e pequenos estabelecimentos passam a ter liberdade de escolha.

- Impacto fiscal compensado por outras medidas

O custo estimado de R$ 3,6 bilhões por ano com os novos benefícios será compensado com o reequilíbrio das cobranças e a entrada de novos pagadores no sistema.

- Entrada em vigor

A MP passa a valer assim que publicada, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder validade.

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