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Copom define nova taxa de juros nesta quarta, com expectativa de manutenção da Selic em 15%

Mercado financeiro acredita que Selic vai seguir no maior patamar desde 2006; decisão do Banco Central ocorre em uma ‘superquarta’

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Copom do Banco Central deve anunciar a manutenção da Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira.
  • Essa é a taxa mais alta desde 2006 e deve se manter por pelo menos 45 dias, até nova reunião.
  • A decisão de manter os juros altos visa assegurar a estabilidade dos preços e atender à meta de inflação.
  • A "superquarta" consiste na divulgação simultânea de decisões sobre juros também nos Estados Unidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Previsão é de que a Selic seja mantida em 15% até março, quando haverá novo encontro do comitê Banco Central/Divulgação - Arquivo

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central define nesta quarta-feira (28) a nova taxa básica de juros da economia brasileira. A expectativa predominante entre analistas financeiros indica estabilidade no patamar atual — 15% ao ano, o maior desde 2006.

A rodada de discussões teve início na terça-feira (27). A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.


No encontro anterior, em dezembro do ano passado, o comitê manteve a taxa em 15% pela quarta vez consecutiva, após interromper em julho o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

Na última ata, o comitê informou que a decisão era compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, disse o documento.


Os diretores ressaltaram que o atual cenário — marcado por elevada incerteza, tanto externa quanto interna — exige uma postura cautelosa. Por isso, optou por manter os juros altos por um período prolongado, mas deixou claro que continuará acompanhando de perto os indicadores.

“Os próximos passos da política monetária poderão ser ajustados se necessário, e o comitê não hesitará em retomar aperto caso a inflação ou as expectativas de inflação voltem a se desancorar.”


Superquarta no Brasil e nos EUA

O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) também mantenha a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.


Projeções do mercado

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros no fim de 2026 em 12,25% pela quinta semana consecutiva, segundo o relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (26).

Já a projeção para o fim de 2027 se manteve em 10,5% pela 50ª semana seguida.

O que é a Selic?

A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico.

Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.

Maior nível em 20 anos

Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.

Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.

Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.

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