Governo revisa BPC para cortar gastos sem se comprometer politicamente, diz economista
Projeções na LDO estimam economia de R$ 26 bilhões em quatro anos com análises mais rigorosas de beneficiados
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
A revisão do Benefício de Prestação Continuada é uma tentativa de cumprir as regras do arcabouço fiscal sem comprometer a opinião pública, avalia o professor de economia Ricardo Hammoud em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (24). Em projeções que constam na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, o governo espera economizar R$ 26 bilhões até 2029.
Após um aumento de 9% nas despesas com o BPC em 2025, acendeu-se um alerta fiscal na equipe econômica do governo. Segundo o economista, não é só o combate às irregularidades que motiva as medidas, mas uma grande expansão fiscal que ocorreu nos últimos quatro anos. Para o próximo ano, é prevista uma economia de R$ 7 bilhões.
“Cortar benefícios para algum tipo de pessoa é ruim, é sempre politicamente bastante negativo. Então, o que o governo faz? Tenta cortar na margem”, aponta.
Como parte de um esforço para evitar uma disparada do dólar e motivar uma queda nos juros, serão feitas análises mais rigorosas da situação dos beneficiados, como acompanhamento e exames regulares para pessoas que alegam ter problemas psicossociais, conforme cita Hammoud.
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