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CORREÇÃO-Cofco Brasil deve elevar produção de etanol em 2018/19

Economia|Do R7

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(Esclarece no texto que o executivo falou que o setor não descarta recomprar açúcar, e que não se referia à Cofco)

Por José Roberto Gomes

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SÃO PAULO (Reuters) - A Cofco Brasil deve elevar a produção de etanol na safra 2018/19 do centro-sul brasileiro, iniciada neste mês, e o setor não descarta "recomprar" parte do açúcar já negociado para fabricar ainda mais biocombustível em meio ao derretimento dos preços internacionais do adoçante SBc1, disse à Reuters nesta quinta-feira um executivo da companhia.

Subsidiária da gigante chinesa Cofco, a Cofco Brasil possui quatro usinas no Estado de São Paulo, principal produtor nacional, com capacidade instalada para processar cerca de 15 milhões de toneladas de cana por temporada.

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No atual ciclo, a expectativa é operar perto da capacidade máxima, com moagem em torno de 1 milhão de toneladas maior na comparação anual, mas com maior direcionamento de matéria-prima para a produção de etanol, disse o chefe de trading de açúcar da empresa no Brasil, Mauricio Sacramento.

"Vamos aumentar o mix (de etanol) em seis pontos percentuais. O de açúcar vai cair de 67 para 61 por cento", afirmou ele no intervalo da conferência internacional de açúcar e etanol da F.O. Licht, realizada em São Paulo.

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Sacramento não precisou o volume de produção de álcool na safra vigente, mas destacou que a de açúcar deve ficar praticamente estável, em cerca de 1,1 milhão de toneladas.

O executivo salientou que a Cofco Brasil fixou preços, ainda no ano passado, de praticamente 100 por cento das suas vendas de açúcar da safra 2018/19.

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Desse modo, a companhia está, hoje, menos exposta à forte queda das cotações da commodity na Bolsa de Nova York, para o menor nível em vários anos.

Entretanto, a empresa monitora o desenrolar do mercado e o setor não descarta "recomprar" parte do açúcar já negociado para fazer mais etanol --o biocombustível tem se mostrado mais remunerador para as usinas, e sua demanda tem se mantido bem firme no Brasil.

"Se tiver de fazer mais etanol, vamos recomprar o açúcar", destacou Sacramento, referindo-se ao setor.

Ele não detalhou como seria feita essa recompra. Se poderia ocorrer como pagamento de uma multa para quem comprou o açúcar, com o objetivo de aproveitar mais cana para a produção do biocombustível.

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(Por José Roberto Gomes)

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