Corte nos gastos do governo afetará auxílio-doença e outros benefícios, diz Mantega
No próximo ano, governo vai reduzir os subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES
Economia|Do R7

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu nesta sexta-feira (7) cortes de gastos do governo, mas não quis dar maiores detalhes, alegando que os estudos que vão viabilizar os cortes de despesas ainda não foram finalizados.
— Assim que finalizarmos, anunciaremos para vocês.
Ele só adiantou que no próximo ano o governo vai reduzir, por exemplo, os subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES.
— Vamos diminuir os subsídios financeiros para 2015.
Segundo o ministro, que não vai continuar à frente da Fazenda no próximo mandato da presidente Dilma Rousseff, problemas que afetaram a economia neste ano, como a estiagem, as restrições ao crédito, os eventos como a Copa do Mundo e as eleições, não deverão atrapalhar a economia no próximo ano.
Para garantir o cenário mais positivo, Mantega também mencionou cortes no auxílio-doença (que hoje é de R$ 70 bilhões) e na pensão por morte (que é de R$ 90 bilhões). Sobre o fator previdenciário, ele disse que o tema não está sendo discutido no Orçamento. Para este ano, o ministro disse que pode se esperar um superávit primário positivo.
Ele também disse que o resultado primário deverá fechar 2015 positivo de 2% a 2,5% na proporção do PIB (Produto Interno Bruto).
O ministro participou nesta sexta-feira (7) do Encontro Fiscal 2014 na FGV (Fundação Getulio Vargas).
Para o ministro, o impacto dos aumentos de 3% no preço da gasolina e de 5% no diesel nas refinarias surtirá um feito de 0,1 ponto porcentual na inflação. Mas evitou responder se os aumentos são suficientes para equilibrar o caixa da Petrobras e se outros aumentos serão dados.
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