Logo R7.com
RecordPlus

Crédito de R$ 15 bilhões do governo ‘está longe de ser sufciente’, avalia economista

Medida visa diminuir impactos da guerra do Oriente Médio e das tarifas impostas pelos EUA aos produtos brasileiros

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo anunciou um crédito de R$ 15 bilhões para mitigar os impactos da guerra do Oriente Médio e das tarifas dos EUA.
  • O crédito será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e focará em setores estratégicos com déficit na balança comercial.
  • O economista Ricardo Buso considera o crédito necessário, mas insuficiente para resolver problemas enfrentados pela indústria, especialmente a de aço e alumínio.
  • Ainda existem desafios significativos a serem resolvidos, e o auxílio, embora útil, não atende todas as necessidades dos setores afetados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo federal definiu quais setores terão acesso ao crédito de R$ 15 bilhões que visa diminuir os impactos da guerra do Oriente Médio e das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

O novo plano, anunciado em março, será operacionalizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A medida também apoia segmentos considerados estratégicos, que têm déficit na balança comercial — como a indústria farmacêutica e da tecnologia da informação.


Fachada do BNDES com escultura das letras “BNDES” em primeiro plano, com prédio moderno elevado e área verde ao fundo
Novo plano de socorro anunciado em março será operacionalizado pelo BNDES Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (17), o economista Ricardo Buso classifica o crédito como algo necessário. Segundo ele, “o governo tem dois problemas grandes na mão ainda, que são as tarifas, que não estão completamente resolvidas, e a questão do Oriente Médio, que pode estar se encaminhando, mas ainda existem muitas pendências a se resolver e tem bastante empresas dependentes disso”.

Buso ressalta que o setor de aço e alumínio está muito prejudicado pelas taxas impostas pelos EUA e é um setor intensivo em capital, então, essa linha seria insuficiente para socorrer esse segmento.


“São dificuldades muito grandes, que o tarifaço está aí há muito tempo e, mesmo com a decisão da Suprema Corte, não está resolvido. Aí o governo vem com esse auxílio; é melhor do que não fazer nada, até porque é empréstimo, não é um desembolso fiscal. Porém, está longe de ser suficiente, porque existem outras prioridades; não é sair emprestando o que esses segmentos afetados querem”, diz o economista.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.