Custo de vida de quem tem renda de até cinco salários mínimos sobe 0,11% em setembro
Variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor fica abaixo da registrada em agosto, com recuo em produtos alimentícios
Economia|Do R7

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,11% em setembro, variação menor que a de agosto, de 0,20%, informa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (11). A desaceleração desse índice de inflação, que considera o custo de vida das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, deve-se aos preços dos produtos alimentícios.
Nesta quarta, o IBGE também divulgou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que abrange as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. Em setembro, esse outro indicador ficou 0,03 p.p. (ponto percentual) acima da taxa de agosto, 0,26% contra 0,23%, puxado pelo aumento do preço da gasolina.
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Já o resultado mensal do INPC foi mais influenciado pela variação dos produtos alimentícios, que tiveram recuo de 0,74%, depois de já terem caído 0,91% em agosto. Por outro lado, os preços dos produtos não alimentícios subiram 0,38%, menos do que no mês anterior, quando a alta foi de 0,56%.
Neste ano, a variação total do INPC é de 2,91%, enquanto nos últimos 12 meses o índice acumula alta de 4,51%, acima dos 4,06% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2022, a taxa foi de -0,32%.
Para o cálculo do índice de setembro, foram comparados os preços coletados de 30 de agosto a 28 de setembro de 2023 (período de referência) com os preços vigentes entre 29 de julho e 29 de agosto de 2023 (base).
Entre os índices regionais, cinco áreas registraram queda em setembro, sendo o menor resultado o de Goiânia (-0,28%), que foi pressionado pela queda de 2,97% na energia elétrica residencial. Já a maior variação foi em Rio Branco, de 0,53%, influenciada pela alta da gasolina (3,60%).
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e abrange dez regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
















