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CVM considera SP omisso na relação entre as controladas Emae e Sabesp

Economia|Do R7

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) considerou em julgamento nesta terça-feira, 26, o Estado de São Paulo omisso em relação desvantajosa entre duas empresas que controla. A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) teria sido prejudicada diante da inércia do Estado na relação da geradora de energia elétrica com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), distribuidora de água. Foi definida multa no valor de R$ 400 mil.

A relatora do processo administrativo sancionador, Luciana Dias, deu parecer favorável à acusação. Os demais membros do Colegiado acompanharam o voto da relatora. O Estado de São Paulo pode recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

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O controlador da Emae foi acusado de ter deixado de agir em atendimento ao interesse dos demais acionistas e infringido o artigo 116, parágrafo único, da Lei das Sociedades Anônimas. O caso foi originado de duas reclamações apresentadas por acionistas minoritários sobre o tratamento conferido a operações realizadas entre a Emae e a Sabesp.

Cerca de 25% da água utilizada pela Sabesp no abastecimento público da região metropolitana de São Paulo provém dos reservatórios Guarapiranga e Billings, ambos da Emae. Segundo a acusação, a retirada de águas dos reservatórios pela Sabesp afetaria a geração de energia elétrica pela Emae.

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"As retiradas de água pela Sabesp se dá sem compensação, prejudicando as atividades operacionais da Emae", afirmou a relatora do caso. Segundo ela, o controlador não se posicionou sobre o impasse mesmo diante do longo período de controvérsia sobre indenizações pelos usos dos reservatórios.

Diante da situação, a diretora da CVM destacou que o Estado de São Paulo confessadamente não fez nada. "O Estado optou por não tomar nenhuma medida", ressaltou. Para ela, o Estado teve uma "postura intencionalmente passiva".

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Luciana afirmou ainda que, como controlador das duas empresas, o Estado poderia orientar ambas, "o que lhe dá maior capacidade na solução do problema e transação entre partes relacionadas". Segundo ela, o Estado não pode ignorar os interesses privados dos acionistas e não pode lidar com os bens da Emae como se fossem públicos.

As captações de água feitas pela Sabesp faziam com que a Emae deixasse de auferir receitas anuais de cerca de R$ 120 milhões, segundo cálculos de um dos investidores responsável pela reclamação.

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Cristina Mastrobuono, representante do Estado de São Paulo, afirmou que não houve orientação para que não fossem tomadas medidas cabíveis. De acordo com a defesa, a precariedade financeira da Emae não seria aproveitada, mas prejudicaria o próprio Estado de São Paulo. "Em caso de desequilíbrio entre geração de caixa e fluxo de pagamentos, o socorro financeiro em prol dessa companhia viria inexoravelmente do erário estadual."

O processo administrativo sancionador foi instaurado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP). O Estado de São Paulo possui 97,6% das ações ordinárias e 0,2% das preferenciais da Emae, correspondentes a 38,9% do capital total da companhia. Na Sabesp, o Estado de São Paulo detém 50,3% das ações.

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