"Dec 99th" revela maturidade e evolução musical do rapper Yasiin Bey
Mc se apresenta neste final de semana no Brasil. Álbum passeia por influências da black music
Economia|Juca Guimarães, do R7

Sempre polêmico e sem papas na língua, o rapper nova-iorquino Yassiin Bey fez da sua carreira musical uma frente de batalha para questões sociais. Por meio do hip-hop ele criticou o racismo, a indústria do entretenimento e a intolerância religiosa. Até por isso, ele aparece como uma figura destoante no cenário quase sempre egocêntrico do rap americano.
No final do ano passado, ele lançou o álbum "Dec 99th", em parceria com o produtor Ferrari Sheppard, de Chicago. É um disco curto e certeiro, tanto na carga política como na variação de estilos.
São cerca de 30 minutos de música em dez faixas interessantes. Um dos destaque é a "Seaside Panic Room" com pefgada mais forte no rap e com potencial para virar uma arrassa-quarteirão ao vivo.
Rapper Yasiin Bey se apresenta pela última vez no Brasil neste fim de semana
Outro ponto forte do disco é a desenvoltura do rapper em soltar a voz em canções fortemente calcadas no R&B e na soul music. O que era apenas referências pontuais nos álbuns anteriores ganhou destaque neste novo trabalho. Repare bem em "Local Time" e "Speach".
Em um momento delicado na política americana com mudanças radicais de paradigmas, o ativismo e a poesia do Yassin Bey se fazem necessários.















