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Decisão sobre adiamento do trem-bala deve sair na próxima semana

Consórcio espanhol entregou uma carta-compromisso garantindo a sua participação na disputa

Economia|Do R7

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Se for adiado, o leilão será realizado, no máximo, em até 90 dias
Se for adiado, o leilão será realizado, no máximo, em até 90 dias

Como a presidente Dilma Rousseff está em viagem ao Rio Grande do Sul, a decisão sobre um eventual adiamento do leilão do trem-bala deve ser tomada apenas na próxima semana, avaliou nesta sexta-feira (9) o presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo.

Ele confirmou que o consórcio espanhol já entregou ao governo uma carta-compromisso garantindo a sua participação na disputa em uma nova data.


Bernardo voltou a dizer que, se houver um novo adiamento da disputa do TAV (Trem de Alta Velocidade) que ligará Campinas a São Paulo e o Rio de Janeiro, o prazo máximo deve ser de 90 dias. 

— Os consórcios tiveram oito meses para montar suas propostas. Além disso, seria uma 'sacanagem' com os grupos que estão dispostos a participar até mesmo agora.


Segundo ele, essa nova postergação não atrapalharia o cronograma de construção do projeto, previsto para entrar em operação comercial na metade de 2020. Por enquanto, apenas os franceses estariam confirmados para o leilão marcado para o dia 19 de setembro — com a entrega das propostas na próxima sexta-feira (16 de agosto). 

— Mas outro grupo estava correndo para finalizar uma proposta.


Nesta quinta-feira (8), a Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, revelou que os espanhóis buscavam concluir uma proposta caso o leilão não seja adiado.

— E os coreanos sumiram, mas podem aparecer do nada no dia de entrega das propostas, pois eles conhecem os termos da concessão.

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