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Defesa diz que pedido para afastar Guedes é 'leviano e irresponsável'

Ação do PDT solicita ao STF que o ministro da Economia deixe o cargo até a conclusão de investigações da Operação Greenfield

Economia|Do R7

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Defesa de Guedes vê "fatos gravíssimos" na investigação
Defesa de Guedes vê "fatos gravíssimos" na investigação

A defesa do ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgou nesta quarta-feira (12) nota em que chama de "extremamente leviano e irresponsável" um pedido de afastamento apresentado pelo PDT ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O partido havia pedido na véspera uma liminar do STF para afastar Guedes até a conclusão de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, principalmente pela força-tarefa da Operação Greenfield, acerca de supostas fraudes nos fundos de pensão, conforme nota do PDT.

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Leia mais: Assessor de Guedes e outros 28 viram réus na Operação Greenfield

A legenda alegou na ação ao STF que, antes de assumir como ministro, pesava contra Guedes investigações acerca das fraudes nos fundos de pensão, “o que denota nítido desvio de finalidade e inconteste acinte aos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade administrativa”.

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Na nota, a defesa de Guedes disse que houve "fatos gravíssimos" na operação Greenfield e quis esclarecer as "inverdades contidas no descabido pedido formulado ontem pelo PDT".

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Os advogados do ministro disseram que, em 2019, o Ministério Público pediu, por duas vezes, à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a abertura de inquérito para apurar irregularidades na gestão dos fundos BR Educacional e FBGC, que receberam aportes de fundos de pensão.

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Segundo os defensores de Guedes, as apurações da CVM concluíram não ter havido "irregularidades, que os fundos foram lucrativos para os fundos de pensão e que, portanto, não havia nem sequer motivo para a abertura de inquérito".

Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso disseram que, embora a CVM tenha encaminhado ao MPF as conclusões, não houve juntada delas aos autos da investigação. Para eles, causa perplexidade que uma iniciativa dessas constituiria "provas indiscutivelmente favoráveis à defesa de Paulo Guedes".

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"Submeter desnecessariamente, por quase dois anos, o ministro da Economia a um inquérito instaurado para apurar fraudes inexistentes, que teriam ocorrido em fundos que deram lucro aos fundos de pensão, conforme apontou expressamente a CVM, é atentar contra a ordem econômica do país e a estabilidade das instituições democráticas", disseram.

"Por fim, é extremamente leviano e irresponsável um partido político se utilizar de tais aleivosias para pedir o afastamento de um ministro de Estado", concluiu.

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