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Demanda de fim de mês limita baixa do dólar, em dia positivo no exterior

Economia|Do R7

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Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em ligeira queda frente ao real nesta quarta-feira, mas o estímulo às vendas foi limitado pela persistente demanda por moeda no mercado físico, reflexo do sazonal aumento de saídas de recursos em fim de mês.

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Além de fim de mês, junho marca ainda o término de trimestre e de semestre, o que tem reforçado a procura de empresas e investidores por dólares para envio ao exterior --como remessas de lucros e dividendos, por exemplo.

A taxa do casado --um cupom cambial de curtíssimo prazo e que reflete o custo do dólar no país-- chegou a bater 8% nesta quarta-feira, muito acima do usual, entre 3% e 4%.

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Após o leilão de linha do Banco Central --no qual a autoridade monetária injetou 1 bilhão de dólares no sistema--, o casado caiu à faixa de 6%, patamar ainda considerado alto, mas retomou força e voltou a tocar os 8%.

"O mercado está muito afetado por questões técnicas. Tem a 'briga' pela Ptax, saídas de recursos... Não duvido que o BC volte a anunciar mais linhas", disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets.

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Ainda pela manhã, o BC vendeu todo o lote de 1 bilhão de dólares em linha de moeda estrangeira com compromisso de recompra, elevando o estoque total dessas operações para 15,025 bilhões de dólares, 6 bilhões de dólares a mais que no começo de junho.

No fim do pregão no mercado interbancário, o dólar fechou em queda de 0,16%, a 3,8467 reais na venda.

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Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez oscilava em torno da estabilidade, a 3,8475 reais.

O real ficou atrás de alguns de seus pares emergentes, como rand sul-africano, peso mexicano e lira turca, que lideravam os ganhos nos mercados de câmbio nesta sessão. Esperanças de algum progresso nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos ampararam a demanda do mercado por ativos de risco.

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