Desconto ao comprar imóvel em 2019 foi o maior desde 2016

Abatimento médio no valor da casa própria se mantém em trajetória de alta desde janeiro do ano passado, diz FipeZap

Casa Própria

Preço dos imóveis ainda está alto para 61% dos potenciais compradores

Preço dos imóveis ainda está alto para 61% dos potenciais compradores

Pixabay

Os brasileiros que realizaram o sonho da casa própria ao longo de 2019 conquistaram um desconto médio de 10%, maior valor desde os 12 meses finalizados em junho de 2016. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6), pelo índice FipeZap.

Ao analisar apenas as compras com desconto, o levantamento aponta que o percentual médio dos abatimentos alcançou os 14%, o mesmo obtido pela última vez em dezembro de 2017.

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Em ambas as comparações, o desconto médio se mantém em trajetória de alta desde janeiro do ano passado, quando a redução média nos preços era de 12% apenas entre as transações com desconto e de 8% na análise de todos os negócios.

De acordo com a pesquisa, o percentual de transações imobiliárias com desconto ao longo dos 12 meses finalizados em dezembro de 2019 atingiu também o maior patamar desde o início do levantamento: 72%.

Os dados mostram ainda que 76% dos que adquiriram imóveis em 2019 têm a intenção de morar no local. Os demais 24% pretendem lucrar com a compra. Entre os investidores, o aluguel da propriedade foi citado por 58% e a revenda, por 42%.

Preços

O levantamento também questionou os entrevistados que compraram imóveis em 2019 sobre a percepção deles a respeito dos preços atuais praticados pelo mercado.

Para 34%, os valores estão "em nível razoável", 50% considera os preços "altos ou muito altos" e apenas 12% avaliam que os valores estão "baixos ou muito baixos".

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Entre os que têm a intenção colocar as mãos nas chaves de um imóvel até este mês de março, a parcela que considera os preços altos caiu de 88% para 61%. Outros 29% avaliam os valores como razoáveis e somente 4% entendem que os preços estão baixos.

A maioria dos que compraram imóveis em 2019 indicou que espera por um aumento dos preços neste ano. A estabilidade foi citada por 27% dos entrevistados, 5% apostam no recuo dos valores e 9% não souberam se manifestar sobre o tema.