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Desemprego de mulheres é 39% maior do que de homens no 2º trimestre, aponta IBGE

Segundo a Pnad Contínua divulgada nesta sexta, a taxa de desocupação foi de 6,4% entre mulheres e de 4,6% entre homens

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, com diferenças significativas entre gêneros, raças e níveis de escolaridade.
  • O desemprego entre mulheres foi 39,1% maior que entre homens, com taxas de 6,4% e 4,6%, respectivamente.
  • Pretos e pardos enfrentaram taxas de desocupação superiores à média nacional, com 6,9% e 6,1%, respectivamente, enquanto brancos tiveram uma taxa de 4,2%.
  • O maior nível de desemprego foi observado entre pessoas com ensino médio incompleto (9%), enquanto aqueles com superior completo tiveram a menor taxa (3%).

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Desocupação se concentrou entre mulheres, pretos e pessoas com o ensino médio incompleto Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas os recortes por sexo, cor ou raça e escolaridade mostram diferenças relevantes no mercado de trabalho, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na abertura por gênero, a taxa de desocupação das mulheres ficou em 6,4%, acima da observada entre os homens, de 4,6%. Com isso, o desemprego feminino foi 39,1% superior ao masculino no período. A menor diferença entre homens e mulheres foi registrada no 2º trimestre de 2020 (27%).


Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos, com 4,2%, e acima para pretos e pardos, com 6,9% e 6,1%, respectivamente. A diferença porcentual entre a taxa dos brancos e a dos pretos foi de 64,3%. No confronto entre brancos e pardos, a distância foi de 45,2%.

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O recorte por nível de instrução também indica que o desemprego tende a ser menor nos grupos com maior escolaridade. A menor taxa foi registrada entre pessoas com superior completo, de 3%. Entre os que não tinham instrução, a taxa foi de 4,4%, e para aqueles com fundamental incompleto, de 5%. No fundamental completo, a desocupação alcançou 6,2%.


O maior patamar do levantamento apareceu no grupo com ensino médio incompleto, com taxa de 9%, acima dos demais níveis. Entre os que tinham ensino médio completo, o desemprego ficou em 6,3%. Para o superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, quase o dobro da observada no superior completo.

Os dados reforçam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores níveis de desocupação se concentraram entre mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto, enquanto os menores foram observados entre trabalhadores com nível superior completo.

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