Desemprego cai para 5,4% no Brasil, mas 1,1 milhão busca por trabalho há dois anos
Mercado de trabalho melhorou com queda da desocupação em 13 estados, segundo dados do IBGE
Economia|Do R7, em Brasília
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A taxa de desemprego caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse foi o menor resultado para os meses de abril a junho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
O resultado representou uma redução de 0,7 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando a taxa estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 0,4 ponto percentual (a taxa foi de 5,8%).
Apesar disso, no segundo trimestre, 1,1 milhão de brasileiros procuravam trabalho havia dois anos ou mais. O número representa uma queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando esse contingente era de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas.
Também houve redução entre aqueles que começaram a procurar emprego recentemente: 1,1 milhão de pessoas buscavam uma ocupação havia menos de um mês, número 2,4% inferior ao registrado um ano antes, quando eram 1,2 milhão.
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Desemprego cai em 13 unidades da Federação
Segundo o IBGE, 13 das 27 unidades da Federação registraram queda na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior.
As maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), Paraíba (-1,6 ponto), Acre (-1,6 ponto) e Tocantins (-1,5 ponto).
Também houve quedas em Alagoas (-1,3 ponto), Minas Gerais (-1,2 ponto), Mato Grosso do Sul (-1,1 ponto), Goiás e Rondônia (-1,0 ponto cada).
Com relação às maiores taxas de desemprego no país, lideraram a lista Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%). Sergipe veio em seguida, com 7,9%.
Santa Catarina registrou a menor taxa do país: 2,1%. O estado foi seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Subutilização atinge 12,9% da força de trabalho
O IBGE também divulgou o indicador referente à taxa composta de subutilização, que inclui não apenas quem está sem emprego, mas também pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estão efetivamente procurando emprego.
Esse índice ficou em 12,9% no segundo trimestre. O Piauí registrou a maior taxa, de 26,6%, seguido por Bahia (24,4%) e Alagoas (23,4%).
Em Santa Catarina, a taxa foi de 4,1%. Rondônia (6%) e Mato Grosso (6,1%) também apresentaram índices baixos.
Outro indicador divulgado foi o de desalento, que reúne pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam encontrar uma vaga ou por outros motivos relacionados à busca.
No primeiro trimestre de 2026, o percentual de desalentados em relação à força de trabalho ou à força de trabalho potencial era de 2,1%. Maranhão (9,4%), Alagoas (8,1%) e Piauí (7%) tinham os maiores índices.
Na outra ponta estavam Santa Catarina (0,2%), Espírito Santo (0,6%) e Rondônia (0,7%).
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