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Desemprego no Brasil cai a 12,8% no tri até julho, mas ainda com melhora da informalidade

Economia|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil recuou no trimestre encerrado em julho, resultado melhor do que o esperado mas ainda impulsionado sobretudo pelo aumento do emprego informal, em meio à recuperação da atividade econômica ainda fraca.

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A taxa foi a 12,8 por cento no período, informou nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo nível mais baixo do ano, ficando atrás apenas dos 12,6 por cento vistos em janeiro.

O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de que permaneceria em 13 por cento, como fechou o segundo trimestre. Nos três meses até abril, o índice de desemprego havia ficado em 13,6 por cento.

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"O cenário apresentou melhora, mas a maior parte disso veio da informalidade. Houve aumento em comércio, alojamento, alimentação, outros serviços muito aderentes à informalidade", explicou o coordenador do IBGE Cimar Azeredo.

Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostram que o Brasil tem agora 13,326 milhões de desempregados. Nos três meses até junho, eram 13,5 milhões de pessoas sem trabalho.

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Já a população ocupada chegou a 90,677 milhões de pessoas no período, contra 90,2 milhões no trimestre até junho. Em relação a 2016, houve aumento de 0,2 por cento, ou 190 mil pessoas a mais com emprego, primeira vez desde outubro de 2015 em que a população ocupada não cai na comparação anual, segundo Azeredo.

Entretanto, o emprego no setor privado com carteira assinada caiu 2,9 por cento em relação ao trimestre encerrado em julho de 2016, enquanto sem carteira houve aumento de 5,6 por cento.

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"Há sem dúvida uma recuperação acontecendo que se forma sobre uma plataforma informal. Temos recuperacão quantitativa de postos de trabalho, mas em termos qualitativos essa melhora é questionável", completou o coordenador do IBGE.

O IBGE informou ainda que o rendimento médio real (descontada e inflação) do trabalhador foi a 2.106 reais no trimestre até julho, contra 2.099 reais no segundo trimestre e 2.045 reais no mesmo período do ano anterior.

Após dois anos de recessão, o Brasil vive cenário de inflação e juros baixos que ajudam na recuperação econômica ao favorecem o comércio, porém o mercado de trabalho em geral é o que mais demora a se recuperar.

O IBGE divulga os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre na sexta-feira, e a expectativa em pesquisa da Reuters é de crescimento de apenas 0,1 por cento em relação aos três primeiros meses de 2017.

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