Desemprego no País sobe para 11% em março
Há 2,2 milhões de pessoas sem trabalho nas 6 regiões analisadas, segundo pesquisa da Seade
Economia|Do R7

A taxa de desemprego no Brasil aumentou de 10,3% em fevereiro para 11% em março, atingindo um total de 2,2 milhões de pessoas, segundo a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), realizada pela Fundação Seade em parceria com o Dieese e divulgada nesta quarta-feira (30).
A pesquisa, realizada em seis regiões metropolitanas, apontou ainda que a taxa de desemprego aberto (quando a pessoa só procurou emprego) subiu de 8,2% para 8,8% e a de desemprego oculto (quando a pessoa procurou emprego e, entrementes, trabalhou de forma informal) ficou estável, com ligeiro avanço de 2,1% para 2,2%.
A taxa de participação, por sua vez, também ficou praticamente estável, indo de 59,9% para 59,8%. Em março, o nível de ocupação diminuiu 0,7% com a eliminação de 137 mil postos de trabalho. O total de ocupados, por outro lado, foi estimado em 18 milhões de pessoas e a PEA (População Economicamente Ativa), em 20,8 milhões.
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Regiões
Entre as seis regiões metropolitanas analisadas, a taxa de desemprego total aumentou entre fevereiro e março deste ano em São Paulo (10,6% para 11,5%), Belo Horizonte (10,3% para 11%), Recife (12,2% para 12,8%), Porto Alegre (5,6% para 6%) e Fortaleza (7,7% para 7,9%). Em Salvador, ela não apresentou variação e permaneceu em 17,7%.
Já o nível de ocupação caiu em Porto Alegre (-1,5%), Fortaleza (-1,3%), Recife (-1,2%), Belo Horizonte (-0,9%) e São Paulo (-0,5%) e registrou relativa estabilidade em Salvador (0,2%).
Em relação aos setores analisados, houve queda em março do emprego na Indústria de Transformação, que cortou 88 mil postos(-3,1%); na Construção, com redução de 26,7 mil vagas (-1,7%); e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, que eliminou 24 mil postos (-0,7%). O setor de Serviços ficou estável.
Salário médio
Em fevereiro de 2014, o salário médio real dos trabalhadores subiu entre os ocupados (0,8%) e os assalariados (0,7%), com valores chegando a R$ 1.689 e R$ 1.710, respectivamente.
Em São Paulo, o rendimento médio real dos ocupados subiu 1,4% e atingiu R$ 1.883. Em Belo Horizonte também houve alta, de 1,2%, o que alavancou o salário médio a R$ 1.864. Por outro lado, houve quedas em Salvador (-1,5%, R$ 1.184) e Recife (-1,2%, R$ 1.198) e estabilidade em Porto Alegre (0,1%, R$ 1.811) e Fortaleza (-0,1%, R$ 1.157).
Em fevereiro, a massa de rendimentos dos ocupados e dos assalariados permaneceu estável. Segundo a pesquisa, o resultado é consequência da “retração do nível de ocupação na mesma proporção do aumento do rendimento médio”.
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