Desemprego registra mínima histórica em agosto, mas 5,8 milhões ainda buscam trabalho
Contingente de trabalhadores em atividade chega ao recorde de 103,5 milhões no trimestre, segundo dados divulgados pelo IBGE
Economia|Do R7, em Brasília
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A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, variando 0,3 ponto percentual frente ao trimestre terminado em maio (5,6%). O índice representa o menor valor para o período desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.
A pesquisa mostra que 5,8 milhões de brasileiros estavam sem emprego até o mês passado. Comparado com o trimestre de março a maio, houve uma redução de menos 281 mil pessoas em busca de trabalho no país.
📌Segundo o IBGE, o desemprego se refere às pessoas com idade para trabalhar (acima de 14 anos) que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar trabalho. Assim, estar sem emprego não basta para entrar na conta; é preciso estar buscando uma vaga.
A população ocupada também atingiu o maior patamar na série histórica, somando 103,5 milhões de pessoas. O grupo registrou alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil trabalhadores) e de 1% no ano (mais 1,1 milhão).
Carteira assinada
Entre os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, o período registrou estabilidade tanto na comparação com o trimestre anterior quanto na anual, ficando em 39,5 milhões de empregados — o maior contingente da história.
Já no grupo dos empregados do setor privado sem carteira assinada, o cenário também seguiu estável, totalizando 13,7 milhões de pessoas.
Renda média
Ainda no trimestre encerrado em agosto, o rendimento médio real habitual ficou estável na comparação trimestral e cresceu 3,7% no ano, fixado em R$ 3.777.
A massa de rendimento real habitual, por sua vez, chegou a R$ 385,6 bilhões no trimestre encerrado em agosto. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 1,4%, o que representa um acréscimo de R$ 5,2 bilhões. No ano, o indicador cresceu 4,8%.
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