Distribuidoras de gás têm 48 horas para justificar preços abusivos, diz governo
Empresas mantiveram preço do gás natural mesmo após redução de 14% anunciada pela Petrobras na segunda-feira
Economia|Do R7

O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (30) medidas contra distribuidoras de gás devido a preços abusivos mesmo após anúncio de redução de 14% feito pela Petrobras para 1º de agosto.
Segundo o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, 11 distribuidoras foram notificadas e terão o prazo de 48 horas, que já está correndo, para se pronunciarem sobre a alta do gás.
“Nós notificamos as empresas distribuidoras para que elas expliquem essa decisão de praticamente manter para o consumidor final o mesmo preço que já havia sendo praticado antes dessa decisão da Petrobrás”, afirmou Damous.
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Na segunda-feira (28), a Petrobrás informou que, os preços de venda da molécula de gás serão atualizados e terão queda média de cerca de 14%, na comparação com o trimestre anterior.
A queda no valor é resultado da combinação de dois fatores principais que compõem a fórmula de precificação da estatal: a cotação internacional do petróleo e a taxa de câmbio.
Fazem parte da queda o gás canalizado e o veicular (GNV) vendido em postos de combustíveis.
A companhia chamou atenção que o preço final do gás natural ao consumidor depende não somente do preço de venda da molécula pela companhia. Inclui o custo do transporte até a distribuidora e o portfólio de suprimento de cada distribuidora.
Distribuidoras correm risco de serem multadas
Damous ainda disse que, se as empresas não responderem ao prazo, será insaturado processo administrativo sancionador, resultando em multa para a distribuidora.
“Nós não estamos aqui defendendo tabelamento de preços. Queremos saber critérios e se não houve abuso nessa possível omissão das empresas em não repassarem essa redução da Petrobrás para o consumidor final”, afirmou o secretário.
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