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Dívida ‘nos arrasta para um campo emocional muito grave’, destaca economista

Cartão de crédito é o meio que mais causa endividamento, com ao menos 19 milhões de brasileiros devendo na modalidade em 2025

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cartão de crédito é o principal responsável pelo endividamento no Brasil, com previsão de 19 milhões de brasileiros endividados nessa modalidade em 2025.
  • Os altos preços e juros elevados têm levado muitas famílias a utilizarem o cartão, mesmo em um cenário de recuperação econômica.
  • O economista Miguel Daoud alerta para as taxas do rotativo, que podem chegar a 440%, sendo consideradas ilegais acima de 100% do valor da dívida.
  • É fundamental a conscientização sobre gastos e o uso do débito automático para evitar complicações financeiras e prejuízos emocionais.

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O cartão de crédito continua como um dos grandes causadores do endividamento da população brasileira — que segue alto mesmo com bons resultados na economia do país. Devido aos preços e juros elevados, muitas famílias recorrem ao método de pagamento para despesas do dia a dia, com ao menos 19 milhões de brasileiros endividados no cartão em 2025.

“O cartão é uma arma na mão das pessoas se a pessoa não souber controlar. Hoje, por exemplo, a pessoa está estressada, está deprimida, ela fala, quer saber, coloca o cartão no bolso e vai para o shopping, vai gastar, mas só que não é fácil, você vai ter que pagar”, analisa o economista Miguel Daoud.


A imagem mostra um close das mãos de uma pessoa pressionando botões em uma máquina de cartão cinza. A pessoa usa vários anéis metálicos nos dedos.
Baixo crescimento da renda e juros do rotativo auxiliam no endividamento, aponta economista Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (4), ele ressalta que alguns dos cenários que provocaram esses números são o baixo crescimento da renda da população nos últimos anos e as taxas médias do seguro do cartão elevadas.

Porém, Daoud alerta que a população fique atenta às taxas do rotativo do cartão, que podem chegar a 440%, sendo essa porcentagem considerada ilegal. Em casos de cobranças além dos 100% do valor da dívida, ele recomenda que a população recorra da ação e até mesmo faça a portabilidade da dívida.


“Então, com toda certeza, a lei te dá o direito de pagar apenas 100% do seu endividamento. Qualquer banco sabe disso e vai fazer isso. Você pode também fazer a portabilidade da sua dívida. Você pode levar para um outro banco, então tem facilidade”, completa.

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No entanto, o economista ressalta que a melhor forma para evitar dores de cabeça no final do mês e comprometimento da renda com dívidas exorbitantes é a conscientização de gastos. Ao utilizar recursos, como o débito automático da fatura, e não cair em outros meios de crédito, como cheque especial, o cidadão possui menos chances de fazer parte da estatística de endividados do país.


“A questão da dívida é uma coisa que nos arrasta para um campo emocional muito grave. É a emoção, é a preocupação, você perde aquela, de certa forma, não a alegria de viver, mas você fica desanimado. Você imaginou você com uma dívida grande? Então, portanto, tem que tomar cuidado com a dívida”, conclui Daoud.

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