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Dólar abre a semana em queda, mas ainda permanece no patamar de R$ 3,30

Queda de 0,23% da moeda norte-americana foi guiada pelo alívio na cena política

Economia|Do R7

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Dólar variou entre R$ 3,29 e R$ 3,32 na sessão
Dólar variou entre R$ 3,29 e R$ 3,32 na sessão

O dólar fechou esta segunda-feira (3) em leve queda ante o real, ainda no patamar de R$ 3,30, com certo alívio diante do cenário político doméstico e também com baixo volume de negócios. O movimento de baixa, no entanto, foi contido pela alta da moeda norte-americana ante divisas de países emergentes.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,23%, a R$ 3,3051 na venda, depois de ter fechado o trimestre passado com salto de quase 6%. Na mínima do dia, a moeda dos EUA marcou R$ 3,2936 e, na máxima, R$ 3,3245. O dólar futuro operava praticamente estável no final da tarde.


Para os investidores, o clima político estava um pouco mais ameno após o ex-assessor do presidente Michel Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) deixar a prisão preventiva, ainda que com restrições, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ter recebido o aval para retornar às atividades do seu mandato.

Ambos foram atingidos pelas denúncias de executivos do grupo J&F, que acabaram gerando também denúncia formal contra Temer por crime de corrupção passiva.


"O Aécio vota pela continuidade do PSDB no governo", afirmou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

A grande preocupação dos mercados financeiros é o andamento das reformas no Congresso Nacional, sobretudo a da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.


Mais cedo, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a reforma trabalhista deverá ser votada na Casa na próxima semana e que um requerimento de urgência para a matéria deverá ser analisado pelos senadores na terça-feira.

A sessão teve volume um pouco mais baixo por conta do feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos no dia seguinte, que manterá as praças financeiras norte-americanas fechadas.


No exterior, o dólar trabalhava em alta ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano, com temores de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode elevar os juros além do esperado.

O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio, por ora. Em agosto, vencem US$ 6,181 bilhões em swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares.

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