Dólar acompanha exterior e volta a cair frente ao real, cotado a R$ 2,35
Moeda norte-americana fechou semana com valorização de 0,15%
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (14), assim como em relação a diversas outras moedas, com investidores minimizando as tensões na Ucrânia e as preocupações com o crescimento da China, que vinha elevando a moeda norte-americana nas últimas sessões. Com isso, a moeda recuou 0,42% e fechou cotada a R$ 2,3516 na venda. Na semana, a alta é de 0,15%.
Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão na sessão de hoje.
"O dólar está perdendo força lá fora, mesmo com o pano de fundo tenso com Ucrânia e China", disse o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.
— [Mas] deve continuar sensível às notícias sobre esses assuntos.
A crise na Ucrânia subiu um degrau na quinta-feira (13), quando o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que uma série de "medidas graves" será imposta na segunda-feira (17) se a Crimeia realizar, no domingo (16), o referendo para anexação à Rússia. A declaração motivou ampla valorização da moeda norte-americana em diversas praças financeiras globais.
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Nesta tarde, Kerry reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, tentando arrefecer as tensões entre os países. Após as discussões, Lavrov afirmou que a Crimeia significa muito mais para a Rússia do que as Malvinas para a Grã-Bretanha.
Esses temores ajudaram a levar o dólar a encostar no nível de fechamento de 2,37 reais na semana. Nesta sessão, os operadores do mercado de câmbio trabalhavam com um pouco mais de tranquilidade. O dólar recuava em relação a moedas como o euro, o peso mexicano e o rand sul-africano.
Segundo especialistas, o viés de queda desta sessão também ocorreu porque alguns investidores aproveitaram os ganhos para embolsar lucros.
"Esse contexto global mais tenso fez o dólar subir muito nas últimas semanas e hoje houve uma espécie de correção", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
A constante atuação do Banco Central no câmbio também ajudou a segurar as oscilações da divisa dos EUA no Brasil.
Nesta sessão, vendeu a oferta total de até 4.000 swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram mil contratos para 1º de outubro e 3.000 para 1º de dezembro deste ano, com volume correspondente a US$ 198,1 milhões.
Além disso, também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps em leilão para rolagem dos vencimentos em 1º de abril. Ao todo, já rolou pouco menos de 25% do lote total para o próximo mês, que corresponde a US$ 10,148 bilhões.
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