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Dólar avança e abre a semana cotado a R$ 3,31

Moeda dos EUA subiu 0,47% em sessão marcada por intervenção do BC e estímulos do exterior

Economia|Do R7

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Na sexta-feira, o dólar desabou mais de 2%
Na sexta-feira, o dólar desabou mais de 2%

O dólar fechou em alta frente ao real nesta segunda-feira (11), reagindo à retomada das intervenções do BC (Banco Central) brasileiro, mas o avanço foi limitado por expectativas de estímulos econômicos no Japão.

O dólar subiu 0,47%, a R$ 3,31 na venda, após desabar mais de 2% no pregão anterior com a ausência do BC no mercado. O dólar futuro subia cerca de 0,35% no fim da tarde.


"O BC está freando um pouco o ânimo do mercado, que está socando o dólar (para baixo) sempre que vê oportunidade", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O BC vendeu nesta manhã a oferta integral de até 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. A intervenção é idêntica às promovidas nos cinco pregões até quinta-feira passada, período em que o dólar saltou da mínima em um ano de R$ 3,21 a mais de R$ 3,35.


A maioria dos operadores entende que a autoridade monetária quer evitar exageros no mercado cambial, sem ter em vista um patamar específico. Com essas ações recentes, o BC reduziu o estoque de swaps cambiais tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para menos de US$ 60 bilhões.

A intervenção contribuiu para limitar o impacto da esmagadora vitória do bloco governista no Japão em eleições parlamentares, que levou o dólar a recuar contra diversas moedas emergentes.


"O tom do mercado está mais construtivo recentemente. A questão do Japão ajuda, mas parece que a boa vontade do mercado com ativos emergentes está cada vez melhor", disse o operador de um banco internacional.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, determinou nova rodada de gastos de estímulo fiscal após a vitória esmagadora no fim de semana na câmara alta do Parlamento, conforme aumentam as evidências de que o setor corporativo sofre com a demanda fraca.


No cenário local, operadores destacaram a sucessão da presidência da Câmara dos Deputados como a principal questão nesta semana. O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou à presidência da casa na semana passada e a eleição de seu sucessor está marcada para quarta-feira.

"A renúncia [de Cunha] pode permitir que o presidente interino Michel Temer consolide uma base de coalizão na Câmara se um aliado for eleito como novo presidente da casa", escreveram analistas do banco JPMorgan em nota a clientes.

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