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Dólar cai abaixo de R$3,40 com exterior e correção

Economia|Do R7

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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar não sustentou a alta com que iniciou os negócios nesta quinta-feira e já operava abaixo de 3,40 reais, com algum alívio no exterior favorecendo uma correção local após a alta recente.

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Às 13:03, o dólar recuava 0,47 por cento, a 3,3955 reais na venda, depois de ter tocado a máxima de 3,4242 reais no dia e acumular no mês, até a véspera, alta de 3,37 por cento. O dólar futuro caía cerca de 0,40 por cento.

"Depois que furou (o patamar de) 3,40 reais, o dólar aprofundou mais a queda", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

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Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram em março pela primeira vez em dez meses, sobre previsão de que ficaria estável. Com isso, os mercados respiraram melhor com a visão de que o Federal Reserve, banco central do país, não vai elevar os juros mais do que o esperado.

Taxas maiores tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

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No exterior, o dólar seguia em baixa ante uma cesta de moedas e passou a perder força ante divisas de países emergentes, por exemplo, os pesos chileno e mexicano.

Ajudou também na queda do dólar frente ao real a fala do presidente do Banco Central brasileiro, Ilan Goldfajn, de que o país tem colchões para enfrentar a recente volatilidade nos mercados financeiros, como elevadas reservas internacionais e estoque mais baixo de swaps cambiais tradicionais, o que seria um lembrete aos investidores que o BC está atento para atuar se julgar necessário.

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Nesta sessão, o BC vendeu seu terceiro lote de 3,4 mil contratos de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 510 milhões de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que vencem em maio.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

Mais cedo, o dólar chegou a subir em meio às tensões geopolíticas globais depois de troca de farpas entre Rússia e Estados Unidos devido ao uso de armas químicas na Síria.

Como pano de fundo, os investidores também continuavam cautelosos com o quadro político local e as eleições presidenciais deste ano.

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