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Dólar cai em dia de altos e baixos e fecha a terça-feira cotado a R$ 3,87

Recuo de 0,25% da moeda norte-americana interrompe sequência de três altas consecutivas

Economia|Do R7

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Dólar recuou a R$ 3,85 na mínima do dia e subiu a R$ 3,91 na máxima
Dólar recuou a R$ 3,85 na mínima do dia e subiu a R$ 3,91 na máxima

O dólar fechou em queda sobre o real ao fim de uma sessão volátil nesta terça-feira (15), após três altas consecutivas, com os investidores alternando reações positivas e negativas ao cenário político após a nova rodada de buscas da Operação Lava Jato que envolveram o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O dólar recuou 0,25%, a R$ 3,8765 na venda, após acumular alta de 4% nas três sessões anteriores. A moeda recuou a R$ 3,8506 na mínima do dia e subiu a R$ 3,9116 na máxima, movimento acentuado pelo baixo volume de negócios.


"Não estão claras as consequências dessa ação [da Polícia Federal], é um debate que está percorrendo o mercado. Quando a política é o 'driver', a situação fica menos previsível e o resultado é volatilidade", resumiu o operador de uma gestora de recursos internacional, sob condição de anonimato.

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A PF realizou nesta manhã ação para cumprir mandados de busca e apreensão em residências de Cunha, de dois ministros do PMDB e de outros políticos, em sua maioria peemedebistas.


"Esse desenvolvimento pode ajudar a enfraquecer e desacreditar forças pró-impeachment dentro do PMDB, mas também aumenta o risco de o PMDB sair formalmente do governo", escreveram analistas da consultoria Eurasia Group em relatório, atribuindo chance de 40% a um impeachment de Dilma.

Uma fonte do Palácio do Planalto disse nesta terça-feira que Dilma decidiu que a meta de superávit primário do setor público consolidado de 2016 não será de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), como defende o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e que deve ficar abaixo de 0,5%.


Ainda no front político, no início da tarde o Conselho de Ética da Câmara aprovou parecer preliminar que dá prosseguimento ao processo contra Cunha que pode resultar na cassação de seu mandato.

A notícia vem um dia antes da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que definirá a validade da eleição de membros da comissão especial da Câmara que analisará a abertura do processo de impeachment.

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Nos mercados externos, o dólar teve um dia mais tranquilo após diversas sessões de aversão ao risco, com a alta dos preços do petróleo nutrindo o apetite por ativos de mercados emergentes.

O centro das atenções, porém, é a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que deve anunciar na quarta-feira o primeiro aumento de juros em quase uma década.

"O mercado dá como fato que o Fed vai subir juros amanhã. Mas é um evento importante e é normal que o mercado trabalhe com um pouco mais de cautela enquanto isso não se confirma", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O Banco Central promoveu nesta tarde leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra, em operação que não tem como fim a rolagem de contratos já existentes.

Pela manhã, o BC também deu sequência à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 6,019 bilhões, ou cerca de 56% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.

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