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Dólar cai mais de 2%, ao patamar de R$ 3,65, com agravamento de crise política

Investidores apostam em uma troca de governo após a divulgação de conversa entre Lula e Dilma

Economia|Por Bruno Federowski

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Às 10h29, o dólar recuava 2,17%, a R$ 3,6578 na venda, após atingir R$ 3,6415 na mínima da sessão
Às 10h29, o dólar recuava 2,17%, a R$ 3,6578 na venda, após atingir R$ 3,6415 na mínima da sessão

O dólar recuava mais de 2% e voltava ao patamar de R$ 3,65 nesta quinta-feira (17), com investidores apostando na eventual troca de governo após a divulgação de conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.

Às 10h29, o dólar recuava 2,17%, a R$ 3,6578 na venda, após atingir R$ 3,6415 na mínima da sessão. No pregão passado, a moeda já havia recuado 0,64%.

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"A probabilidade de a presidente Dilma terminar o seu mandato é mínima", escreveram analistas do corretora Guide Investimentos em relatório.

A divulgação da conversa levou à interpretação de que Dilma estaria entregando o termo de posse a Lula para que ele se protegesse de eventual ação da operação Lava Jato, já que a chegada dele à Esplanada do Ministério o tira do alcance da primeira instância em Curitiba e lhe dá foro privilegiado junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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Com isso, o dólar manteve a tendência de queda vista no fim da sessão passada, após subir com força no início da semana conforme crescia a expectativa de que Lula assumiria um ministério e, assim, poderia reduzir as chances de impeachment de Dilma.

Lula foi nomeado para assumir o Ministério da Casa Civil e assume a pasta nesta quinta-feira.

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"A leitura é que Lula não vai conseguir evitar o impeachment e isso impulsiona os ativos brasileiros", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Corrêa.

Para boa parte do mercado financeiro, a troca de governo poderia resultar em maiores chances de recuperação da economia e o fim da crise política.

O movimento do dólar nesta sessão também vinha em sintonia com os mercados externos, onde a moeda norte-americana recuava após o Federal Reserve projetar menos altas de juros neste ano. A manutenção de juros baixos pelo banco central norte-americano tende a favorecer ativos emergentes, que oferecem rendimentos elevados como os do Brasil.

Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em abril, que equivalem a US$ 10,092 bilhões, com oferta de até 9.600 contratos.

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