Logo R7.com
RecordPlus
‌

Dólar cai para R$ 5,20 e fecha no menor nível desde maio de 2024

Real é beneficiado com migração de recursos dos EUA para países emergentes; política migratória de Trump influencia queda

Economia|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dólar caiu para R$ 5,20, atingindo o menor nível desde maio de 2024.
  • A valorização do real se deve à desvalorização da moeda americana e ao fluxo de capital estrangeiro.
  • Expectativas de redução da taxa Selic em março reforçam a valorização do real no mercado.
  • O ambiente de incerteza na política econômica dos EUA auxilia na migração de recursos para mercados emergentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Impasse orçamentário nos EUA traz à tona o risco de nova paralisação da máquina pública americana Mike Segar/Reuters- 6.01.2026

O dólar despencou no mercado local nesta terça-feira (27) e fechou no menor nível desde o fim de maio de 2024. Segundo operadores, o real se beneficiou do movimento global de desvalorização da moeda americana e de provável fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa doméstica, em dia de alta de mais de 2% das cotações do petróleo.

Já em queda firme pela manhã, o dólar passou a operar abaixo de R$ 5,20 ao longo da tarde e furou pontualmente o piso de R$ 5,20 na última hora de negócios. Com mínima de R$ 5,1987, terminou o pregão em baixa de 1,38%, a R$ 5,2067 — menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024 (R$ 5,1540). A moeda americana recua 5,14% em janeiro, após valorização de 2,89% em dezembro. Em 2025, a divisa caiu 11,18%, maior baixa anual desde 2016.

‌

A avaliação é que a diminuição da exposição a ativos americanos, em meio a incertezas provocadas pela política econômica e comercial errática de Donald Trump, continua a beneficiar moedas e bolsas emergentes. O impasse orçamentário nos EUA, que vive momentos de turbulência com a política migratória, traz à baila o risco de uma nova paralisação da máquina pública americana (shutdown).

Leia mais

Aqui no Brasil, o IPCA-15 do mês de janeiro abaixo das expectativas reforça apostas em redução da taxa Selic a partir de março. A perspectiva em torno do desenlace da superquarta — com manutenção da taxa de juros aqui e nos Estados Unidos — contribui para a valorização do real, dada a permanência de um amplo diferencial de juros que estimula as operações de carry trade. Além disso, há apetite por ações locais. O saldo do investimento estrangeiro na B3 já supera R$ 15,7 bilhões.

‌

“Obviamente, o real é favorecido pela migração de recursos dos Estados Unidos para mercados emergentes, com todo o desgaste da política econômica e comercial americana. Além disso, a expectativa é de que o Banco Central seja comedido no processo de cortes de juros, que deve começar em março”, afirma o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni.

O índice DXY — que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes — recuou ao menor patamar desde fevereiro de 2022. Euro e libra fecharam no maior nível em relação ao dólar desde 2021. O iene avançou diante de declarações da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, de que “tomará medidas apropriadas nos mercados de câmbio, se necessário” e manterá “contato próximo” com os EUA sobre o tema.

‌

O Wall Street Journal reportou que o Federal Reserve de Nova York contatou potenciais contrapartes comerciais na sexta-feira para verificações de taxas de câmbio, o que gerou especulações sobre intervenções conjuntas entre EUA e Japão para apoiar o iene.

‘Ótimo valor’

À tarde, Trump voltou a afirmar que gostaria de ver queda dos juros nos EUA e disse que o dólar está atualmente em um “ótimo valor”. É quase consensual a aposta de que o Federal Reserve vai anunciar amanhã a manutenção da taxa básica americana na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, após três cortes seguidos de 25 pontos-base. O Fed está sob ataque do presidente americano e há receio de uma interferência na gestão da política monetária com a troca do atual presidente, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, por um nome indicado por Trump.

‌

“A equipe econômica de Donald Trump tem sinalizado compreensão clara dos efeitos de um dólar mais fraco sobre competitividade externa. Esse fator tem contribuído para a desvalorização da moeda americana em nível global”, analisa o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, ressaltando que a desvalorização do índice DXY no acumulado de 12 meses é a mais forte desde 2011. “O real é beneficiado pelo dólar globalmente mais fraco e pelo fluxo externo favorável”, constata.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.