Dólar cai perto de 1% na abertura após disparada pós-eleição, e Ibovespa futuro sobe
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 80 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro
Economia|Do R7, com Reuters
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Após disparar mais de 8% na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar iniciou esta terça-feira (27) com baixa ante o real, com o mercado demonstrando maior acomodação.
Às 9h25, o dólar à vista cedia 1,08%, a R$5,3480 na venda.
O dólar futuro para novembro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro - tinha queda de 0,51%, aos R$5,3505.
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No fim da manhã, o Banco Central vendeu 80 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro.
Ibovespa
O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto mostrava acomodação com uma alta modesta nesta terça-feira, após uma forte correção negativa na véspera na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Às 9h47, o vencimento para 16 de dezembro registrava acréscimo de 0,47%, a 179.025 pontos.
O desfecho da eleição desencadeou uma forte reprecificação nos ativos brasileiros, uma vez que contrariou apostas de investidores de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda econômica mais favorável ao ajuste fiscal.
O Ibovespa à vista fechou na véspera com um tombo de 13,88%, maior queda em um dia desde março de 2020, na pandemia de Covid, em pregão marcado por “circuit breaker” na abertura do pregão.
No mercado futuro, a B3 ampliou duas vezes o limite de queda dos contratos futuros do Ibovespa, entre outras medidas.
Para o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, parte da queda da segunda-feira pode ser explicada pelo desmonte acelerado dessas posições, e não necessariamente por uma deterioração equivalente dos fundamentos econômicos.
“A preocupação estrutural, entretanto, permanece”, afirmou em comentário a clientes no começo desta terça-feira, destacando que o principal desafio do novo mandato será recuperar a credibilidade fiscal.
“A trajetória da dívida pública, a rigidez das despesas obrigatórias e a necessidade de resultados primários mais consistentes continuarão limitando o espaço para a redução sustentável dos juros.”
Ainda na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao Estadão que o governo apresentará uma proposta para que possa perseguir o centro da meta fiscal ao longo do ano, e não mais o piso da margem de tolerância.
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