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Dólar dispara 2% e supera R$3,96 com incerteza sobre Previdência

Após notícias sobre as dificuldades do governo na negociação para a reforma, moeda chegou ao maior patamar ante o real desde o começo de outubro 

Economia|Do R7

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A moeda norte-americana se aproxima da marca de R$ 4 nesta quarta-feira (27)
A moeda norte-americana se aproxima da marca de R$ 4 nesta quarta-feira (27)

O dólar chegou ao maior patamar ante o real desde o começo de outubro na máxima desta quarta-feira (27), quando disparava diante de clima de intensa desconfiança no mercado sobre a capacidade do governo de articular com o Congresso a aprovação da reforma previdenciária.

O dia negativo para moedas emergentes no exterior também pressiona os negócios no Brasil, conforme investidores começam a entender a postura mais acomodatícia de alguns bancos centrais como resultado de um enfraquecimento além do esperado na economia global.

Às 12h24, o dólar avançava 1,96 %, a R$ 3,9424 na venda. Na máxima, a cotação chegou a R$ 3,9615, aproximando-se da marca de R$ 4, nível em que fechou pela última vez em outubro.

Na B3, a referência do dólar futuro avançava cerca de 1,8 %, a R$ 3,948.

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Depois do intenso fluxo de notícias da véspera, que expuseram ainda mais as dificuldades do governo na negociação para a reforma, o mercado reage nesta quarta-feira ao que está sendo interpretado como mais uma derrota do Executivo diante da Câmara dos Deputados, num momento já de instabilidade na relação entre ambos.

A Câmara aprovou, em votação na noite de terça-feira (26), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatória a execução de emendas coletivas no Orçamento da União. O texto foi aprovado em dois turnos por ampla maioria e agora seguirá para o Senado. A PEC contraria o que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem defendendo como “plano B” à reforma Previdência, que seria a desvinculação total do Orçamento.

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"O recado é claro. O governo não tem apoio. E menos ainda para uma pauta impopular como a reforma (da Previdência). O mercado está sendo chamado à realidade", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Os investidores ainda aguardam nesta quarta-feira a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

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As compras recentes de dólar têm sido lideradas sobretudo pelos investidores estrangeiros, que já sustentam posições líquidas compradas (que ganham com a alta do dólar) de US$ 37,1 bilhões. Apenas na véspera, houve compra líquida de quase US$ 1 bilhão.

"Nem mesmo a entrada do exportador está conseguindo aliviar o câmbio. No máximo, não deixa subir mais", disse Marcos Trabbold, da B&T Corretora.

O Banco Central vendeu todos os 14,5 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em rolagem do vencimento abril. Com isso, já renovou US$ 11,600 bilhões dos US$ 12,321 bilhões com vencimento no começo de abril.

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