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Dólar recua e Ibovespa avança na abertura, antes de decisão do Fed

Alta de commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, faz moeda perder terreno frente ao real pelo 3º dia 

Economia|Do R7

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Dólar recuava 0,61% na cotação à vista na manhã de quarta (27), valendo R$ 5,31
Dólar recuava 0,61% na cotação à vista na manhã de quarta (27), valendo R$ 5,31

Nova alta nos preços de commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, fazia o dólar perder terreno frente ao real pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (27). O Ibovespa também abriu o dia com viés positivo, e subia 0,62% às 10h12, no horário de Brasília, a 100.387,44 pontos. A moeda americana, 20 minutos mais tarde, recuava 0,61% na cotação à vista, valendo R$ 5,31 na venda, em linha com a queda de 0,10% do índice da divisa norte-americana contra uma cesta de rivais fortes.

No mesmo momento, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,66%, a R$ 5,32. Além do real, outras moedas sensíveis às commodities, como pesos chileno e colombiano, e rand sul-africano, apresentavam ganhos frente ao dólar.

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Apesar da desvalorização recente, o dólar se mantém bem acima das mínimas de 2022, depois de ter passado boa parte do primeiro semestre abaixo da marca psicológica de R$ 5. Em julho, a divisa acumula alta de 1,7%, após ter disparado mais de 10% no mês passado.

O bom desempenho das commodities é sustentando pelo apetite por risco de investidores, que trabalham em modo de espera antes da decisão de política monetária do Fed, Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A expectativa da maioria dos mercados é de seja anunciado um aumento nos custos dos empréstimos de 0,75 ponto percentual ao final da reunião, que dura dois dias.

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Mas, há uma pequena parcela de operadores que aposta em um ajuste ainda maior, de 1 ponto completo. A decisão deve ser divulgada às 15h (na hora de Brasília) e, logo depois, o chair da entidade, Jerome Powell, participará de entrevista coletiva.

"O mais importante a observar, seja no comunicado, seja na coletiva de Powell, será algum indicativo de para onde irá a taxa na próxima reunião do Fed, em setembro", avalia em relatório a equipe econômica da Guide Investimentos.

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Os especialistas disseram que uma série de balanços corporativos positivos nos EUA e na Europa ajudava a sustentar uma menor aversão a risco global antes da decisão do Fed, dada a resiliência das empresas no cenário internacional mais adverso, em meio a temores de que um aperto monetário agressivo demais leve as principais economias à recessão.

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Bruno Mori, economista e planejador financeiro pela Planejar, diz que a moeda norte-americana deve continuar rondando os níveis atuais até passar a incerteza sobre qual será a trajetória de aperto monetário nos Estados Unidos.

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Para o mercado local, ele cita uma tendência de aumento da volatilidade antes das eleições presidenciais de outubro, o que representa um obstáculo adicional para o real. Passados esses desafios, no entanto, o economista enxerga espaço para alguma valorização mais expressiva da moeda brasileira, dentro de seis a 12 meses.

Especialistas alertam para uma possível instabilidade nas negociações cambiais desta semana, devido à formação da Ptax referencial de julho, que acontecerá na sexta-feira. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, que serve de referência para liquidação de derivativos.

No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas ou vendidas em dólar, o que geralmente eleva a volatilidade.

Ibovespa e Fed

A B3 abriu a quarta-feira com viés positivo, acompanhando a trajetória dos futuros acionários norte-americanos e de commodities como o minério de ferro e o petróleo, em sessão marcada por decisão de juros nos Estados Unidos.

No Brasil, a temporada de balanços também ocupava as atenções, incluindo os números de Carrefour Brasil, Telefônica Brasil e Klabin.

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