Dólar recua em relação ao real por petróleo, China e PIB dos EUA
A moeda dos EUA também recua frente a moedas como peso chileno, mexicano e colombiano
Economia|Do R7

O dólar recuava frente ao real nesta sexta-feira (26), acompanhando o bom humor nos mercados externos diante da alta dos preços do petróleo, de expectativas de estímulos econômicos na China e de dados fortes sobre o crescimento econômico nos Estados Unidos.
Às 11h18, o dólar recuava 0,25%, a R$ 3,9403 na venda. A divisa norte-americana também enfraquecia frente a moedas como os pesos chileno, mexicano e colombiano. O dólar futuro caía cerca de 0,5%.
"O apetite por risco continua", resumiram analistas do Scotiabank em nota a clientes.
Os preços do petróleo subiam mais de 3% nesta sessão em meio à forte demanda por gasolina nos Estados Unidos e a expectativas de ações da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), apesar do excesso de oferta global. O avanço alimentava a demanda por ativos de risco nos mercados mundiais, sustentando moedas emergentes.
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Também contribuíam para o ânimo declarações do presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, de que o país ainda tem espaço e ferramentas para estimular a segunda maior economia do mundo.
Por fim, ajudavam ainda dados mostrando que o crescimento econômico dos EUA desacelerou menos do que o inicialmente publicado no quarto trimestre. O impacto desses números era menor em mercados emergentes, porém, já que podem abrir espaço para o Federal Reserve voltar a elevar os juros mais cedo do que o esperado.
No Brasil, operadores relutavam em vender dólares a cotações muito baixas, uma vez que muitos acreditam que a moeda norte-americana deve voltar a subir em meio ao cenário político e econômico conturbado local. A briga pela formação da Ptax, no último dia do mês, também contribuía para deixar o mercado mais sensível.
"Tem muita gente que está desconfiada dessa performance do real no início do ano. Acho que deve voltar aos R$ 4 em breve, não vejo muita base para mais depreciação", disse o operador de uma corretora nacional.
Nesta manhã, o Banco Central fará mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, que equivalem a US$ 10,118 bilhões, com oferta de até 11.900 contratos.













