Economia Dólar reverte alta de 1,2% e fecha a terça-feira cotado a R$ 5,28

Dólar reverte alta de 1,2% e fecha a terça-feira cotado a R$ 5,28

Queda de 0,57% da moeda norte-americana foi guiada por fraqueza da divisa no exterior e espera por divulgação da taxa básica de juros

Reuters
Dólar oscilou entre R$ 5,283 e R$ 5,378 na sessão

Dólar oscilou entre R$ 5,283 e R$ 5,378 na sessão

Jose Luis Gonzalez/Reuters - 12.2.2018

O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, abandonando alta de 1,2% mais cedo na esteira da perda de vigor da moeda no exterior, com investidores de olho nas negociações sobre novo pacote de estímulos nos Estados Unidos.

Na sessão, a moeda norte-americana à vista caiu 0,57%, a R$ 5,2838. Na máxima, a divisa foi a R$ 5,3781, antes de na mínima tocar R$ 5,2833 (-0,58%).

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de moedas de países ricos caía 0,31% no fim da tarde, após subir 0,33% na máxima do dia. Analistas debatem se mais uma rodada trilionária de estímulos nos EUA poderia elevar ainda mais expectativas de inflação e empurrar os rendimentos reais dos Treasuries para níveis ainda mais negativos --prejudicando o status do dólar como moeda forte.

No Brasil, analistas monitoram ainda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central sobre a política monetária, com estimativa de consenso de novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para mínima recorde de 2% ao ano, mas sinalização de barra mais alta para reduções adicionais.

Isso ajudaria a conter a queda dos retornos da renda fixa brasileira (que atualmente oferece taxas mais baixas do que as de outros mercados emergentes), dando algum suporte a expectativas de retorno de ingresso de dólares para investimentos em carteira --o que elevaria a oferta de moeda no mercado doméstico e poderia baixar o preço do dólar.

Por ora, analistas do Morgan Stanley ainda preferem evitar posições em real contra o dólar, mas veem espaço para alta ante o peso mexicano. "A dinâmica de crescimento (econômico do Brasil) continua favorecendo o real, onde o consenso começou a reconhecer o Brasil como tomando a frente da recuperação econômica e melhorando as projeções para o PIB deste ano, com base na pesquisa Focus. Esse não é o caso do México", disseram profissionais do banco norte-americano em relatório.

"Junto a isso, nossa estrutura quantitativa aumentou recentemente a alocação de reais na esteira da melhora do impulso nos mercados de ações", acrescentaram.

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