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Dólar sobe 1,23% e volta a flertar com o patamar de R$ 5,60

Terceira valorização seguida da moeda norte-americana foi impulsionada pela divulgação do depoimento do ex-ministro Sergio Moro

Economia|Do R7

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Dólar fico a apenas R$ 0,06 da máxima histórica
Dólar fico a apenas R$ 0,06 da máxima histórica

O dólar fechou em firme alta pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira (5), chegando a ficar a apenas R$ 0,06 da máxima histórica, com o mercado influenciado por fortalecimento de expectativas de cortes de juros e persistente desconforto do lado político doméstico.

Na sessão, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,23%, a R$ 5,5902 na venda. Em 2020, o real já tem o pior desempenho mundial, em queda de 28,22%.

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O dólar chegou a registrar leve queda no começo dos negócios, mas logo tomou fôlego e escalou ao longo de todo dia até fechar perto das máximas intradiárias.

No pico desta sessão, a moeda foi a R$ 5,6052, pouco mais de R$ 0,06 abaixo do recorde histórico para um encerramento — de R$ 5,6681 marcado no dia 24 de abril, quando os mercados operaram sob forte estresse depois do anúncio por Sergio Moro de sua saída do governo Bolsonaro.

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Durante a tarde, as compras ganharam tração conforme o mercado absorvia informações sobre o depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.

No texto, Moro disse ter recebido uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro em que ele cobrava a substituição do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique de Oliveira.

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"Dólar nas máximas, bolsa nas mínimas. Tudo com depoimento de Sergio Moro. Incerteza política fazendo preço novamente", disse Henrique Esteter, analista de research e equity sales na Guide Investimentos.

A incerteza no campo político voltou a recrudescer no mês passado, e analistas atribuem a isso parte da performance mais fraca do real.

Alguns profissionais avaliam inclusive que o aumento das tensões em Brasília pode ter seus efeitos para além do câmbio, impactando também as curvas de juros. Associado à piora da trajetória fiscal, o ruído poderia limitar o espaço para novos cortes de juros pelo Banco Central. Por ora, contudo, a aposta do mercado é de mais reduções, com a taxa Selic caindo mais 0,50 ponto percentual na quarta-feira e descendo até 2,75% ao fim do ano.

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