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Dólar sobe após 6 quedas seguidas, mas segue abaixo de R$ 4,15

Queda de 0,47% da moeda norte-americana ocorreu em meio a um dia negativo para a maioria das moedas latino-americanas

Economia|Do R7

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Dólar fechou o dia negociado a R$ 4,1486
Dólar fechou o dia negociado a R$ 4,1486

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira (10), num ajuste depois de seis pregões consecutivos de queda.

Na sessão, a moeda norte-americana à vista subiu 0,47%, a R$ 4,1486 na venda.


A movimentação ocorreu em meio a um dia negativo para a maioria das moedas latino-americanas e com o mercado evitando risco um dia antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

A alta da cotação nesta terça mostrou que a moeda ainda tem dificuldades em romper suportes técnicos. Na véspera, depois de seis quedas consecutivas, o dólar encostou na média móvel linear de 50 dias. Se deixada para trás de forma consistente, essa linha poderia acionar novas ordens de vendas e baixar mais o preço da divisa dos EUA.


A sequência de seis quedas foi a mais longa série do tipo desde as também seis baixas consecutivas entre 30 de agosto e 6 de setembro de 2017. Na segunda, o dólar fechou na mínima em um mês.

Na América Latina, peso chileno e sol peruano recuavam nesta sessão, enquanto as moedas de Argentina e México operavam perto da estabilidade, num dia de queda do dólar ante as divisas mais fortes.


Parte do salto de mais de 5% do dólar ante o real em novembro foi causado, segundo analistas, do aumento da incerteza na América Latina, diante de distúrbios sociais em países como Chile, Colômbia e Bolívia.

O mercado evitou risco nesta terça também à espera das decisões de política monetária nos EUA e no Brasil. A expectativa é que o BC local corte a Selic em mais 0,5 ponto percentual, para uma nova mínima de 4,5% ao ano, enquanto nos EUA o mercado espera estabilidade da taxa.

A redução do diferencial de juros entre ambos os mercados ao longo do ano pressionou o real, que acumula depreciação de cerca de 7% ante o dólar em 2019. Analistas veem, porém, algum suporte ao real do lado dos fluxos nos próximos meses.

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